quinta-feira, 24 de maio de 2018

Feirantes do DF apoiam greve, e saídas do Plano Piloto são bloqueadas em Brasília


Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Um grupo de feirantes queimou pneus, na tarde desta quinta-feira (24), para bloquear a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), uma das principais vias de Brasília, em apoio à greve dos caminhoneiros). O protesto, organizado por dois dos feirantes, foi apoiado pelos passavam pelo local com acenos, gritos e buzinadas. Em pelo menos cinco vias de acesso à capital houve protestos e manifestações à paralisação.



Houve tumulto no trânsito, congestionamentos e filas na maioria dos postos, em busca de combustíveis e gás de cozinha.

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O corretor de imóveis e feirante Manoel Luís ressaltou a importância do apoio de outras categorias à mobilização dos caminhoneiros para que consigam a redução no preço dos combustíveis. Para Manoel Luís, o ato dos feirantes expressa a revolta e indignação dos brasileiros, que classificam a situação do país como de abandono.

A fumaça da queima dos pneus chamou a atenção dos caminhoneiros Adriano Carrilho e José Carlos, que há dias estão acampados em um posto às margens da EPIA. Autônomo, Carrilho mostrou-se satisfeito com a solidariedade de outros trabalhadores e disse que a política de combustíveis precisa mudar. “Não vamos arredar o pé, porque o Brasil tem que mudar, a política de combustível tem que mudar." Ele defendeu subsídios os caminhoneiros e afirmou que a situação está "insustentável”.

Vinculado a uma transportadora, José Carlos está há quatro dias aguardando condições para voltar a São Paulo, onde vive. Ele trabalha transportando móveis de uma grande loja da capital paulista para Brasília, mas, desta vez,ficou "preso" na estrada. “Não tem como retornar para buscar mais móveis, porque não tem combustível, acabou o óleo diesel. Estamos presos há quatro dias, com difícil acesso à alimentação, caminhão parado, bloqueado, porque não tem como sair pelas Brs.”

Emival Ferreira, de 23 anos, que vende equipamentos de som na Feira dos Importados, disse que a paralisação está afetando o setor em que trabalha. “Nos últimos dois dias, teve loja que não vendeu nada”, lamentou Emival.

Em três postos visitados pela Agência Brasil nas proximidades do local do protesto, não havia combustível e, em outro, faltava gás de cozinha. Nos que ainda tinham combustível, formaram-se longas filas.

Triagem para passar pelo bloqueio

Na BR-40, que liga o Distrito Federal ao Rio de Janeiro, o comando da paralisação dos caminhoneiros faz triagem para verificar quais veículos podem furar o bloqueio. São autorizados aqueles que transportam medicamentos e produtos alimentícios. Porém, o tumulto predomina: o trânsito praticamente parou hoje (24) e o congestimento se estende por quilômetros.

Em algumas das principais vias de acesso ao Plano Piloto de Brasília, área central da capital, manifestantes que apoiam os caminhoneiros fecharam as pistas no final da tarde. No início da noite, as vias EPTG, EPIA, EPNB e Estrutural registraram protestos e trânsito congestionado, lento. 

Também houve lentidão na BR-070, que liga o Distrito Federal a Goiás. 

Os manifestantes queimaram pneus, estenderam faixas e gritaram palavras de ordem em apoio ao protesto dos caminhoneiros que entra no quarto dia de paralisação. Ao mesmo tempo, motoristas buscam postos de combustíveis para abastecer os veículos. Filas quilométricas tomam conta de várias ruas da cidade.

Em outros pontos do Distrito Federal, houve protestos. Em alguma das principais vias de acesso ao Plano Piloto de Brasília, área central da capital, manifestantes que apoiam os caminhoneiros fecharam as pistas no fim da tarde. No início de noite, EPTG, EPIA, EPNB e via Estrutural registraram protestos e trânsito parado.

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Helena Martins
Agência Brasil
Editado por Política na Rede
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