sexta-feira, 25 de maio de 2018

J. Hawilla, principal delator do Caso Fifa, morre em São Paulo


Imagem: Michel Filho / O Globo
Morreu na manhã desta sexta-feira, aos 74 anos, o advogado, jornalista e empresário José Hawilla, delator do "Caso Fifa" nos Estados Unidos, pivô do escândalo que revelou a participação de vários dirigentes em crimes de corrupção no futebol mundial. O empresário deixa esposa, três filhos e seis netos.


A informação foi confirmada pela "TV TEM", emissora criada pelo empresário e afiliada da Rede Globo.

J. Hawilla estava internado desde segunda-feira, dia 21, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com problemas respiratórios.

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J. Hawilla tinha retornado ao Brasil há cinco meses, depois de ter cumprido prisão domiciliar nos Estados Unidos, desde abril de 2014.

J. Hawilla revelou esquemas de corrupção no futebol por cerca de 20 anos, que resultou no surgimento de mais de 40 réus. Por conta da investigação nos Estados Unidos, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi preso e Marco Polo Del Nero, o último presidente, foi suspenso pela Fifa.

À época, residindo nos Estados Unidos, o empresário aceitou delatar à Justiça dos Estados Unidos, em 2015, os esquemas de subornos em contratos comerciais de competições de futebol das Américas para evitar a sua prisão. Os esquemas envolviam a Conmebol e CBF e tinham como alvos os direitos televisivos da Copa América, Copa Libertadores e Copa do Brasil.

Trajetória:

Descendente de libaneses e filho de uma família dona de um laticínio em São José do Rio Preto, J. Hawilla, ex-vendedor de cachorros quente, começou na carreira de jornalista esportivo na década de 1960. Nos anos 80, abraçou a carreira de empresário e comprou a até então desconhecida Traffic, que fazia publicidade em pontos de ônibus de grandes cidades, fundada em 1980.

Sob seu comando, a empresa passou a explorar a propaganda dentro dos gramados de futebol e se tornou a maior agência de marketing esportivo do país, sendo detentora dos direitos de exibição de importantes campeonatos de futebol no Brasil e no mundo.

Fora dos gramados, J. Hawilla investiu em meios de comunicação. Fundou a "TV TEM", que surgiu com a compra das afiliadas da Rede Globo em Sorocaba, Rio Preto e Bauru e com a criação da emissora em Itapetininga. Também foi proprietário da rede de jornais Bom Dia, com presença em várias regiões do Estado.

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O Globo
Editado por Política na Rede
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