sexta-feira, 4 de maio de 2018

Lava Jato prende suspeito de ser 'homem da mala' de Geddel


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
A nova fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, deflagrada nesta quinta-feira (3), prendeu em Brasília um doleiro apontado por Lúcio Funaro como a pessoa que fez entrega de dinheiro ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), apurou a Folha de S. Paulo.

Essa suposta entrega de dinheiro está sendo investigada em um dos inquéritos em que o presidente Michel Temer é alvo no STF (Supremo Tribunal Federal). 

Em outubro de 2017, o operador financeiro Lúcio Funaro disse à Procuradoria-Geral da República ter direcionado R$ 1 milhão a Geddel, dinheiro que teria recebido do advogado José Yunes, ex-assessor especial de Temer.

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Segundo Funaro, o dinheiro foi enviado por meio de um doleiro sediado no Uruguai que prestava serviço para ele, chamado Tony. Esse doleiro teria feito o trabalho de "logística" –receber o dinheiro em São Paulo e entregá-lo em Salvador: "Ele [um funcionário do doleiro Tony, de nome "Júnior"] entregou no comitê do PMDB da Bahia para o próprio Geddel", disse Funaro.

Funaro disse também que não tinha a exata identificação de Júnior --o doleiro preso nesta quinta--, “pois tal pessoa era mencionada apenas dessa forma”.

Funaro entregou às autoridades anotações que, segundo ele, comprovam a entrega de R$ 1,2 milhão em Salvador no dia 3 de outubro de 2014, às vésperas das eleições daquele ano. 

Ele disse que quase a totalidade da movimentação financeira com Geddel foi identificada pela PF, que rastreou movimentações diárias, abastecimento de aeronave e hangar em Salvador, além de hospedagem em hotel. Geddel afirma que a história não é verdadeira e que não conhece nenhuma pessoa chamada Junior no contexto referido por Funaro. 

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Letícia Casado
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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