quarta-feira, 13 de junho de 2018

Petista que foi primeira-dama de El Salvador é presa por corrupção


Imagem: Reprodução / Veja
Foi presa nesta terça-feira (12) a ex-primeira-dama de El Salvador Vanda Pignato, que é brasileira. Ela é acusada de ter participado de um esquema comandado por seu ex-marido, o ex-presidente Mauricio Funes, que teria desviado US$ 351 milhões (R$ 1,3 bilhão) dos cofres públicos. 


Um juiz tinha ordenado na segunda (11) a prisão da ex-primeira-dama, que é ligada ao PT, por lavagem de dinheiro de US$ 165 mil (R$ 611 mil). Ela foi detida pela polícia em um hospital na capital, San Salvador. Não foram revelados detalhes de sua saúde, mas ela luta contra um câncer. 

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Em entrevista para a Folha de S. Paulo em 2016, Pignato afirmou que foi filiada ao Partido dos Trabalhadores apenas até a eleição de seu ex-marido, em 2009. 

Na semana passada, a Justiça já tinha ordenado a prisão de Funes e de 30 de seus aliados, incluindo dois filhos. O ex-presidente, porém, continua solto porque vive desde 2016 na Nicarágua. 

Funes assumiu a Presidência em 2009, levando ao poder o partido formado a partir da antiga guerrilha de esquerda FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), em campanha comandada pelo marqueteiro brasileiro João Santana. 

Em sua delação premiada no Brasil, Santana afirmou que participou da campanha de Funes a pedido do ex-presidente Lula e que ela foi bancada com dinheiro de caixa 2 da Odebrecht. Os advogados do petista afirmam que a acusação é mentirosa. 

Ela ingressou no PT no período de formação da legenda, nos anos 80, e exerceu o posto de representante do partido na América Central, desde que se mudou para El Salvador, em 1992.

Em 2013, o então chanceler do governo de Funes, Jaime Miranda, afirmou que a relação de Vanda com o PT e com o ex-presidente Lula permitiu ampliar as relações bilaterais entre os dois países.

​Funes deixou o cargo ao fim de seu mandato, em 2014, e pouco depois anunciou a separação de Pignato.

Ele foi substituído por seu vice e atual presidente, Salvador Sanchez Ceren, de quem a brasileira era secretária de Inclusão Social. 

Apesar disso, Sanchez Ceren disse concordar com a investigação do caso. "Como governo, rejeitamos qualquer ato de corrupção, onde quer que seja, e apoiamos todas as ações necessárias para a defesa dos recursos públicos. Não toleraremos ninguém que tenha traído a confiança do povo de El Salvador" disse o gabinete do presidente em nota. 

Já Funes afirmou pelas redes sociais que não cometeu nenhum crime e disse que as acusações contra ele e sua família são "políticas" e "orquestradas por grupos conservadores".

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Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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