terça-feira, 3 de julho de 2018

CGU encobriu nome de nora de Lula em processo


Imagem: André Dusek / Estadão
O processo no TCU que resultou em punição para Marlene Lula da Silva, nora do ex-presidente Lula, causou uma saia-justa com a Controladoria-Geral da União. O ministro Augusto Sherman, relator do caso no TCU, advertiu a CGU pelo uso de uma tarja para encobrir os nomes dos alvos e determinou que o órgão se “abstenha” de fazê-lo “mesmo em circunstâncias que entenda sensíveis”. As investigações concluíram que Marlene era funcionária fantasma do Sesi na época em que a entidade era presidida por Jair Meneguelli, amigo pessoal de Lula.


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Na decisão, o ministro relata que a Controladoria colocou tarja sobre os nomes das sete pessoas responsabilizadas no processo. E determina que não utilize mais esse e “outros meios que evitem a identificação dos responsáveis perante o TCU”.

O ministro Sherman afirmou, por meio da assessoria,  que essa conduta da CGU não é recorrente. “Aconteceu nesse caso específico e não deve ocorrer mais, ou seja, a CGU não pode omitir informação ao TCU”, concluiu. O ministro Wagner Rosário, da CGU, afirma que os “relatórios encaminhados ao TCU são os mesmos divulgados em transparência ativa no site da CGU e, por esse motivo, contém sigilos em informações pessoais sensíveis, como nome e CPF. Contudo, nos casos em que o TCU ou os demais órgãos de controle requerem informações adicionais, estas são prestadas prontamente.”

VEJA TRECHO DO ACÓRDÃO DO TCU 




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Coluna do Estadão
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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