sábado, 28 de julho de 2018

Ciro diz que PT coloca 'país à beira do abismo' ao insistir em Lula


Imagem: Ailton Freitas / Ag. O Globo
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira que o PT "faz o país dançar à beira do abismo" ao insistir na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por ter sido condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o petista preenche os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

— O PT está fazendo uma estratégia que faz o país dançar à beira do abismo. Qual a lógica? Se o senso comum, e até que está muito fortemente dentro do PT, é que Lula não pode ser candidato por uma lei que o próprio Lula criou, a da Ficha Limpa, o que está em marcha no Brasil é uma fraude na escolha da liderança do país — criticou, em entrevista à rádio BandNews.

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Ciro negou que tenha buscado flertar com o eleitorado petista ao dar a polêmica declaração de que Lula só teria “chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder”, no último dia 16 a uma TV do Maranhão. Justificou-se afirmando que quis dizer o “óbvio”, de que o Brasil vive um estado de anarquia.

— Quem acompanhou esse último domingo de solta Lula, volta Lula, tira Lula, volta Lula, cinco decisões estapafúrdias sobre a mesma norma, mesma lei, mesmo caso, não pode duvidar de que estamos em um estado de anarquia — disse. — É completamente surreal, e o que gera no coração do povo brasileiro: insegurança, um sentimento de desproteção — acrescentou.

O pedista aproveitou a oportunidade para defender a Operação Lava Jato e explicar que, mesmo que quisesse, não teria “faculdade” para soltar o ex-presidente. Ao mesmo tempo que disse considerar a prisão do ex-presidente “injusta”, o pedetista esclareceu que não é por isso que está “bajulando o eleitorado petista".

Ciro já havia se justificado pela declaração polêmica da soltura de Lula nesta quinta-feira, após a convenção do PDT no estado de São Paulo, na capital paulista. Na ocasião, ele disse que não havia defendido a liberdade de Lula, especificamente, mas “a regularidade do império da lei”.

— O que disse é simples: a liberdade de Lula só será restaurada com a restauração do Estado de direito democrático, que hoje nós perdemos na esteira de um golpe — havia dito a jornalistas. — Esses jornalões acham que vão me intrigar porque uma parte grande do baronato que eles frequentam é hostil ao Lula. E eu sou antagônico ao Lula também.

Na entrevista desta sexta-feira, Ciro aproveitou para explicar um pouco de seu conteúdo programático nas áreas política e econômica. Defendeu a realização de um plebiscito, ou de um referendo, para a reforma da Previdência, a taxação de lucros e dividendos, aumentar a taxa sobre heranças, além de uma reforma política e uma redução do gasto da União com o pagamento de juros da dívida pública.

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Luís Lima
O Globo
Editado por Política na Rede
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