quinta-feira, 26 de julho de 2018

Denunciados e acusados compõem mesa de apoio a Alckmin


Imagem: Ailton Freitas / O Globo
A decisão do centrão de apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) é atribuída principalmente à posição de Valdemar Costa Neto, cacique do PR, que já foi preso no processo do mensalão. Valdemar não compareceu ao evento que anunciou a adesão de cinco partidos (DEM, PR, PP, PRB e SD), mas a mesa da entrevista que formalizou o apoio estava repleta de denunciados e investigados. O próprio candidato, aliás, ainda tem uma pendência a esclarecer em uma investigação decorrente da Lava-Jato que foi enviada à Justiça Eleitoral sobre acusação de prática de caixa dois.

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Do lado esquerdo de Alckmin no anúncio estava o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Ele já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a acusação de recebimento de propina e responde a outros inquéritos. Recentemente foi alvo de uma operação da Polícia Federal, acusado de obstrução de Justiça.

Paulinho da Força, presidente do SD, é outro que foi alvo da Polícia Federal neste ano. Ele está sob investigação na Operação Registro Espúrio que apura fraudes em registros sindicais no Ministério do Trabalho. Ele também é investigado por acusações feitas na delação da Odebrecht.

Presidente do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira também participou do anúncio. Ele é investigado com base nas delações da Odebrecht e da JBS sob a acusação de receber propina.

A mesa tinha ainda outros políticos investigados, como o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), e os deputados Júlio Lopes (PP-RJ) e Rodrigo Garcia (DEM-SP).

Durante o evento, o tema não foi tratado. Alckmin, porém, pediu que o deputado Milton Monti (PR-SP) enviasse um "abraço fraterno" para Valdemar Costa Neto. Questionado sobre a operação da Polícia Federal que tem como alvo um colaborador da sua campanha, o economista Roberto Gianetti da Fonseca, o tucano disse não ter informações sobre o tema e que Gianetti não faz parte de sua equipe e apenas "participa das conversas".

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Eduardo Bresciani, Bruno Góes, Cristiane Jungblut e Leticia Fernandes
O Globo
Editado por Política na Rede  
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