domingo, 29 de julho de 2018

Haddad diz que, mesmo sem alianças, PT não está isolado


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ex-prefeito de São Paulo e coordenador do programa de governo do PT, Fernando Haddad, participou neste domingo, 29, do Fórum Conhecer, sobre ciência e tecnologia, na Casa de Portugal, em São Paulo. Antes do evento, ele falou sobre a falta de alianças do partido, até agora, para as eleições de outubro. "Não acredito que o isolamento vá acontecer, acredito que alguma aliança haverá", disse. Segundo ele, a fragmentação da esquerda se deve à "prisão injusta de Lula".

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"Se Lula fosse candidato, realmente tenho dúvidas que Ciro, Boulos e Manuela tivessem colocado suas candidaturas – com todo respeito", disse. "Estariam todos reunidos em torno do Lula", completou. Perguntado sobre a possibilidade de alianças com Ciro no primeiro turno, Haddad admitiu ser complicado. "Ele deu declarações recentes de que seria muito difícil."

O petista ironizou ainda a negativa de Josué Alencar – filho de José Alencar, que foi vice do ex-presidente Lula – em ser vice de Geraldo Alckmin. Segundo ele, a situação não pode ser entendida como uma Vitória do PT ou da esquerda. "Foi uma Vitória pessoal do próprio Josué", disse. Josué Alencar é cortejado por diversos candidatos para compor chapar.

Haddad voltou a afirmar que não será candidato e que, a partir do dia 6, pretende retornar a dar aulas no Insper. Para o petista, o "apelo por Lula candidato vai crescer nos próximos dias". "As pessoas querem votar no Lula."

Haddad afirmou que o quadro eleitoral ainda é confuso, mas "eleição é encruzilhada" que vai decidir os rumos do país por décadas. 

Ex-prefeito afirma que estopim da crise econômica se deu no governo Dilma

Durante o Fórum Conhecer, Haddad  foi questionado sobre a origem da crise econômica e política que o País ainda está passando. O ex-prefeito identificou o início do segundo mandato da ex-presidente cassada, Dilma Rousseff, com a nomeação do ministro Joaquim Levy, como o estopim da crise. "Houve, na minha opinião, uma decisão de política econômica equivocada, com um ministro da fazenda que expressava a ruptura do que tinha sido feito em 13 anos."

Haddad afirmou que naquele momento houve um cavalo de pau na política econômica. “Nada contra ajustes, mas a dose ali foi de veneno”. Segundo ele, a oposição se aproveitou daquele momento para promover um processo que iria desencadear no impeachment.

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Gilberto Amendola
O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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