quinta-feira, 12 de julho de 2018

Novo ministro do Trabalho decide suspender contratos da pasta e demitir indicados políticos


Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
O novo ministro do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, se reuniu nesta quarta (11) com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e informou que a primeira medida que adotará no comando da pasta será a edição de uma portaria suspendendo todas as licitações e contratos do ministério a fim de apurar eventuais fraudes.

Ele também decidiu exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados indicados por políticos e abrir processo administrativo para investigar a conduta de servidores envolvidos com irregularidades. De acordo com a Polícia Federal, havia um "loteamento" de cargos no Ministério do Trabalho entre os partidos PTB e Solidariedade.

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Defensor da reforma trabalhista, católico e amigo do ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra Martins Filho, Vieira de Mello tomou posse nesta terça-feira (10) em cerimônia no Palácio do Planalto.

Ele foi escolhido pelo presidente Michel Temer para substituir Helton Yomura, alvo da Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, que pediu demissão no último dia 5, depois de ter sido afastado do cargo por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Yomura é suspeito de envolvimento – ele nega – com uma suposta organização criminosa instalada no ministério, integrada por políticos e servidores, que estaria vendendo registros sindicais.

Caio Vieira de Mello pretende reestruturar todo o quadro funcional do ministério, tarefa para a qual recebeu carta branca do governo. O novo ministro quer somente técnicos em postos como Secretaria-Executiva e Gabinete. Na Secretaria Especial de Controle Externo, pretende nomear um integrante da Controladoria Geral da União (CGU). Ele pedirá a indicação de um nome ao ministro da Transparência, Wagner de Campos Rosário.

No primeiro dia no comando da pasta, Vieira de Mello sofreu pressão para liberar R$ 70 milhões. Mas, como não sabia o motivo, não autorizou a liberação e devolveu o dinheiro para o Tesouro Nacional.

Na conversa com Padilha, Caio Vieira de Mello disse que aceitou assumir o ministério por desafio e que vai abrir mão do salário de ministro – permanecerá somente com a remuneração que recebe como desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. Antes da posse, pediu para ser substituído em todos os processos em que atua como advogado. Segundo disse ao colega da Casa Civil, adotará o lema "austeridade total".

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Delis Ortiz
G1
Editado por Política na Rede
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