sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Alvaro Dias promete juntar 6 impostos em um só e alterar a lei trabalhista


Imagem: Tahiane Stochero / G1
O candidato à Presidência da República pelo Podemos, Alvaro Dias, afirmou nesta sexta-feira (24) em São Paulo que, se eleito, fará mudanças na legislação trabalhista, alterando em alguns pontos a recém reforma aprovada pelo Congresso em 2017. Alvaro Dias também prometeu "uma reforma tributária simplificada", "engolindo seis tributos" e criando um único, que tributaria bens e serviços.

Além disso, o candidato voltou a dizer que quem ganha até R$ 5 mil por mês seria isento de imposto de renda e os medicamentos genéricos não seriam tributados.

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O candidato conversou com a imprensa em um hotel no Centro da capital paulista após um almoço com representantes das 70 maiores empresas varejistas do país.

"Minha reforma tributária seria simplificadora. A nossa reforma tributária vai engolir seis tributos, criando um apenas, o imposto de bens e serviços, tributando mais a renda do que no consumo. Com isso, os que podemos menos pagam menos, os que podem mais, pagam mais", disse o candidato.

Dias defendeu ainda o aprimoramento da legislação trabalhista, em especial em relação ao trabalho intermitente, a terceirização e o emprego de gestantes em locais insalubres - pontos que, segundo ele, podem ser aperfeiçoados.

"Não podemos fazer reforma trabalhista contra o trabalhador. Muitas vezes, imagina-se estar defendendo o trabalhador e está se liquidando as suas possibilidades de vida digna. Então, nós temos que melhorar esta reforma, não revogar. Temos alguns pontos (que devem ser melhorados). Não significa revogar o que deu certo. Já houve um avanço, nós queremos avançar mais", salientou.

Visita à PF em Curitiba

O candidato, que visitou pela manhã a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, reiterou que pretende transformar a operação Lava Jato, que investiga corrupção nos órgãos públicos, em uma "política de estado".

"Alguns visitam a Polícia Federal em Curitiba para homenagear o político preso, que não é preso político, é político preso. Eu fui com outro objetivo: assumir um compromisso com o Brasil de fazer política de estado a operação Lava Jato de combate à corrupção no país. Uma espécie de tropa de elite no combate à corrupção no país, como cabo eleitoral do desenvolvimento. Substituindo este governo corrupto e incompetente que nós temos hoje é que poderemos promover as reformas necessárias para o desenvolvimento do país", disse.

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Tahiane Stochero
G1
Editado por Política na Rede
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