quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Bolsonaro vai a enterro de militar morto em operação no Complexo do Alemão


Imagem: Leo Correa / AP
O candidato do PSL à Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, esteve na tarde desta terça-feira (21) no enterro do cabo Fabiano de Oliveira dos Santos, de 36 anos, o primeiro militar morto na atual intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. O enterro aconteceu no Cemitério de Japeri, na Baixada Fluminense.


Fabiano morreu após ser atingido no ombro por disparo na localidade conhecida como Serra da Misericórdia, no Complexo do Alemão, durante operação das forças de segurança na segunda-feira (20). Outro militar, o soldado João Viktor da Silva, de 21 anos, também morreu nesta segunda e foi enterrado no mesmo local.

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O deputado entrou no Cemitério no momento em que militares bloqueavam a entrada do local impedindo o acesso de jornalistas. Ao sair do cemitério, Bolsonaro disse que o momento era de “consternação” pela perda do cabo.

Bolsonaro afirmou que é preciso dar "mais condições" aos soldados. “Não sou presidente. Se for, o soldado só age se tiver segurança jurídica”, afirmou Bolsonaro, antes de ir para um evento na praia de Botafogo.

À tarde, o candidato também participou em um evento em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Ele explicou que, no cemitério, encontrou o pai do cabo Santos, Jorge, que serviu na Brigada Pára-quedista quando o candidato estava nas Forças Armadas.

"Estamos em guerra. E na guerra, na prática, os dois lados podem atirar. Se acontecer, se atiramos, dificilmente nos livramos de uma auditoria militar. E se não atira, geralmente, acontece isso aí", afirmou o candidato do PSL, acrescentando que defende que os militares e policiais tenham uma retaguarda jurídica para ocasiões de confrontos com criminosos.

Durante a passagem por Botafogo, Bolsonaro abriu uma conta bancária em uma agência dentro de um shopping para movimentar dinheiro da campanha, uma exigência da Lei Eleitoral. O candidato tirou fotos com lojistas e simpatizantes e, ao andar pela Praia de Botafogo, chegou a ouvir pedestres gritando "Lula Livre".

Ao falar com a imprensa, ele abordou os seguintes temas:

  • Chamou de "escracho" a inclusão do nome do ex-presidente Lula nas pesquisas de opinião. "Não entendo por que o nome do ex-presidente está nas pesquisas. Ele é um presidiário. Lula está fora de combate. Me surpreende um Instituto de pesquisa colocar o nome dele", declarou.
  • Afirmou que pretende gastar R$ 1 milhão na campanha. Seus assessores dizem que a conta aberta só receberá dinheiro da "vaquinha eleitoral" Bolsonaro diz que não usará dinheiro do fundo eleitoral. "Preciso de pouco. Viagem, hospedagem e alimentação. Como pouco. Um ovo e uma lagosta é a mesma coisa pra mim", afirmou.
  • Disse que fatos como a morte do militar acontecem por "uma equivocada política de direitos humanos". "Há uma vitimização de quem está à margem da lei. Ultimamente, quase ninguém fica preso por roubo. Há gente preocupada com o encarcerado. Isso tudo leva o quê? Aquele que está à margem da lei fica cada vez mais agressivo", afirma.


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Henrique Coelho e Marco Antônio Martins
G1
Editado por Política na Rede
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