quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Fórum sobre mobilidade urbana reúne pré-candidatos Meirelles, Fidelix e Alckmin


Imagem: Reprodução / G1
Três pré-candidatos a presidente da República participaram, em Brasília, do Fórum de Mobilidade, evento da Associação Nacional de Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) com o objetivo de debater o futuro dos trilhos na mobilidade urbana.


Os candidatos fizeram exposições individuais, sem debate entre eles. Compareceram Henrique Meirelles (MDB), Levy Fidelix (PRTB) e Geraldo Alckmin (PSDB).

O critério da ANPTrilhos para escolha dos pré-candidatos convidados a participar do evento foi o desempenho na pesquisa Ibope de junho, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foram convidados todos os pré-candidatos que tiveram percentual de voto acima de 1%.

Marina Silva, pré-candidata da Rede Sustentabilidade, enviou um vídeo, exibido durante o fórum. Na gravação, afirmou que, se eleita, fará “investimentos corretos e necessários” para que o Brasil não fique “refém de uma única forma de transportar produtos e cidadãos”.

Saiba o que disseram os candidatos que compareceram:

Henrique Meirelles

Imagem: Alessandra Modzeleski / G1
O pré-candidato do MDB e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil precisa promover “uma revolução nas grandes cidades para democratizar o acesso ao transporte público”, privilegiando o transporte ferroviário.

Segundo o ex-ministro, para que os investimentos em transporte ferroviários cresçam, o governo deve equilibrar as contas públicas, fazendo reformas “necessárias”, como a da Previdência; parcerias publico-privadas; normas que garantam autonomia e autoridade às agências reguladoras; segurança jurídica a investidores; normas que evitem competição entre o ônibus e o trem.

Para o ex-ministro, nada substitui uma boa gestão. "Falatório, conversinha e gracinha é agradável de ouvir, mas não resolve problema de ninguém. Precisamos de um presidente que tenha seriedade, integridade e que tenha trabalho comprovado para alavancar os investimentos ferroviários no Brasil”, afirmou.

Em entrevista após a participação no evento, Meirelles foi questionado sobre o apoio à candidatura dele no partido. Afirmou ter “maioria já consolidada” dentro do MDB, que deve escolher o candidato à presidência em convenção marcada para 2 de agosto.

“Tenho uma grande segurança de que serei escolhido pelo MDB. Conversei em vários estados e já tenho declaração de apoio da grande maioria. Vasta maioria vai garantir a vitória”, disse.

Levy Fidelix

Imagem: Alessandra Modzeleski / G1
O pré-candidato do PRTB, Levy Fidelix, disse que é necessário criar, no Brasil, um “ambiente negocial com muita transparência” que possibilite investimentos em mobilidade, especialmente, em ferrovias.

Para criar esse ambiente, Levy Fidelix defendeu uma “mudança comportamental na governança” da economia. “A governança monetarista enxuga o estado, leva a termos menos consumidores”, declarou.

O pré-candidato declarou que o BNDES foi criado com a finalidade de viabilizar grandes investimentos, mas que, “lamentavelmente”, cedeu à “sanha de investimentos sem responsabilidade” nos últimos 10 anos.

Questionado por empresários do setor, o pré-candidato também disse que quer "garantir financiamentos sustentáveis" por meio de parceria pública-privado para investir no setor de ferrovias.

Após a participação no evento, durante coletiva de imprensa, Fidelix afirmou que o PRTB negocia com outros partidos para definir coligações. "Creio que nós marcharemos para ser uma direita responsável, consciente", disse.

Geraldo Alckmin

Imagem: Gustavo Garcia / G1
Geraldo Alckmin (PSDB) citou os altos índices de mortes no trânsito em São Paulo, o que, segundo ele, demonstra a necessidade de investimentos em um sistema mais seguro de transporte. “O sistema sobre trilhos é infinitamente mais seguro. As vias menos congestionadas também melhoram segurança pública, atraem investimento”, declarou.

O tucano afirmou que o grande desafio para a expansão no sistema metro-ferroviário é a falta de investimento, “porque não são obras de valor” pequeno.

Alckmin defendeu a aplicação de uma “macroeconomia correta” para se resgatar a confiança no país, atrair investimento e gerar emprego e renda. Também defendeu as reformas tributária, previdenciária e política, com a adoção de voto distrital ou distrital misto.

Para Alckmin, as agências de estado e de fiscalização devem ser distanciadas dos partidos políticos. O pré-candidato também defendeu planejamento e a elaboração de “bons marcos regulatório e fiscalizador” a fim de se conquistar segurança jurídica. “Sem segurança jurídica, ninguém vai investir. Quem vai investir em um contrato de 30 anos se não tiver, de um lado, segurança jurídica e, do outro lado, agências tecnicamente preparadas?”, indagou.

Em entrevista após o evento, Alckmin comemorou a indicação de apoio da executiva do PTB à pré-candidatura dele. “Foi o primeiro partido que se pronunciou oficialmente", disse. Ele também mencionou conversações para obter apoio de partidos do chamado "blocão", entre os quais o PRB, que na semana passada anunciou a retirada da pré-candidatura de Flavio Rocha.

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Alessandra Modzeleski e Gustavo Garcia
G1
Editado por Política na Rede
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