terça-feira, 4 de setembro de 2018

Aplicativo de deputado petista que paga por posts foi usado contra Alckmin e Bolsonaro


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Usado para disseminar elogios a candidatos petistas nesta campanha, o aplicativo "Brasil Feliz Feliz de Novo", administrado pela empresa do deputado petista Miguel Corrêa, também foi usado pela campanha petista para propagar nas redes sociais notícias desfavoráveis de adversários do partido na corrida presidencial. Postagens publicadas no Twitter mostram que o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, e o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, foram alvos do aplicativo petista.


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Como o jornal O Globo vem revelando desde a semana passada, a empresa tinha uma sessão de produção e curadoria de conteúdo que, na prática, funcionava como uma redação pró-PT focada em promover candidaturas petistas e também difundir notícias negativas para os concorrentes.

Funcionava assim: o aplicativo disponibiliza aos usuários cadastrados uma cartela de notícias em que o “ativista digital” pode capturar o endereço e compartilhar em suas redes. Quanto mais notícias os recrutados compartilham, mais pontos eles ganham — e, por tabela, mais dinheiro. O aplicativo também sugere o cumprimento de “missões”, como postar comentários pessoais favoráveis aos candidatos.

No caso de Alckmin, por exemplo, há um texto cujo título é "Alckmin se alia a corruptos". Trata-se de um artigo sobre a aliança do tucano com PTB e PSD, feita antes do acordo com o centrão. Os propagadores de conteúdo também compartilharam conteúdo sobre a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), candidata a vice de Alckmin. "Saiba quem é e do que é acusada Ana Amélia, vice de Alckmin e Senadora do PP". O texto, credito a um site identificado como "Esquerda Diário", lista uma série de supostas acusações relacionadas ao passado da senadora.

Sobre o candidato do PSL à Presidência, é reproduzido um texto da "Folha de S.Paulo": "Bolsonaro se beneficia de limbo jurídico e se beneficia com outdoors pelo país". Trata-se de um levantamento feito pelo jornal que "localizou registros de vídeo e imagens de outdoors em benefício de Bolsonaro espalhados por mais de 200 cidades de todos os estados".

O aplicativo também atacada candidatos adversários do PT nos estados do Rio e em São Paulo, onde Anthony Garotinho (PRP) e João Doria (PSDB) são citados. Doria tem a seguinte reportagem propagada pelo aplicativo petista: "Doria usou prefeitura para divulgar parceria nunca firmada com amigo". Segundo apurou o jornal, a difusão de notícias negativas para o tucano era uma demanda para ajudar a campanha de Luiz Marinho ao governo de São Paulo. E Garotinho: "Garotinho é condenado a perda de direitos políticos por oito anos", dizia a notícia repercutida pela empresa para tentar ajudar na campanha de Marcia Tiburi ao governo do Rio.

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Bruno Góes e Mateus Coutinho
O Globo
Editado por Política na Rede
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