quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Bolsonaro anuncia nomes de três ministros em eventual governo


Imagem: Wilton Junior / Estadão
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta-feira, 11, o nome de três ministros em um eventual governo. Ao lado de apoiadores, o presidenciável confirmou os nomes de Onyx Lorenzoni, do DEM,  para Casa Civil, do general Augusto Heleno para a Defesa e o do economista Paulo Guedes para a Economia.

"Ainda não temos nome para outros ministérios, até porque temos de esperar com prudência o dia 28 de outubro, onde podemos ter a certeza de anunciar nomes", afirmou Bolsonaro - o candidato do PSL aparece com 58% dos votos válidos na primeira pesquisa divulgada no segundo turno.

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Em entrevista à rádio CBN nesta quinta-feira, 11,  ao ser questionado sobre eventual participação feminina em cargos do Executivo caso seja eleito, Bolsonaro disse que é possível ministério com gays, mulheres e negros.

O candidato a vice-presidente de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, não compareceu ao evento organizado pela campanha, nesta quinta-feira, 11, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Ao Estado, Mourão disse que não foi ao evento porque tinha uma reunião "com companheiros" de seu turma da Academia Militar das Agulhas Negras, que aconteceu também no Rio.

Todos os líderes da campanha de Bolsonaro, apoiadores e cerca de 150 parlamentares eleitos pelo PSL estavam no evento. Outra ausência sentida foi a do economista Paulo Guedes. O evento era só para parlamentares eleitos.

Por cerca de 15 minutos, Bolsonaro falou abertamente, em seguida, permitiu que a imprensa fizesse algumas poucas perguntas. Apesar do grande número de representantes da imprensa presentes, para poucos foi dada oportunidade de questionar o candidato. A primeira inscrita da imprensa nacional, uma repórter da Folha de S. Paulo, foi vaiada e hostilizada. O jornal foi o responsável pela narrativa de que Bolsonaro pretenderia recriar a CPMF.  Após o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, pedir respeito à imprensa, permitiram que a repórter fizesse sua pergunta. 

Bolsonaro recomendou aos políticos do seu partido e apoiadores que não falem com a imprensa. "Recomendo, até se for o caso, a nem falar. Porque grande parte da mídia é de esquerda e quer, de todas as maneiras, arranjar um meio de nos desgastar", disse Bolsonaro à plateia de aliados.

Ele se dirigiu em especial aos "eleitos", que, em sua opinião, devem ter "muito cuidado para lidar com a mídia". "Eles não querem fazer uma matéria isenta, dizendo algo que você sonha. Ele (o repórter) quer arranjar uma maneira de pegar uma frase sua, uma escorregada, para me atacar", complementou.

Segundo Bolsonaro, a divulgação de notícias falsas nas redes sociais é uma característica própria do partido adversário, o PT. "Conseguimos enfrentar fake news de toda ordem. E vamos continuar combatendo isso daí. Somos completamente diferente deles, que atentaram contra a minha vida. Nós somos um perigo não para a democracia, mas para aqueles que teimam em não ser brasileiros", afirmou.

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Fernanda Nunes, Constança Resende e Vinicius Neder
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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