quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Palocci apresenta lista de provas e pede prisão domiciliar


Os computadores que tinham 'desaparecido' antes de uma
busca e apreensão foram entregues aos investigadores
Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A defesa do ex-ministro Antonio  Palocci , hoje delator da Lava-Jato , pediu nesta quarta-feira ao Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4) que ele saia da cadeia e progrida para o regime de prisão domiciliar . Também solicitou que a prisão preventiva do ex-ministro seja revogada e que a pena aplicada a ele seja reduzida em dois terços na ação envolvendo as empresas Sete Brasil e a Petrobras.

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Para sustentar a solicitações, os advogados de Palocci listaram 21 itens que integram a delação premiada do ex-ministro como extratos bancários com registro de entrada de propina na sua conta corrente e comprovantes de doações eleitorais oficiais realizadas em troca de favores para empresas junto ao governo. Também fazem parte do material dados de rastreadores veiculares que corroboram reuniões relatadas por Palocci e indicações de três testemunhas que confirmaram as reuniões narradas.  

O ex-ministro ainda entregou o HD com dados integrais do computador que era utilizado na sua empresa de consultoria, a Projeto, que não haviam sido apreendido pela PF quando realizaram buscas no local, na 35ª fase da operação Lava-Jato, além de três celulares utilizados por seus funcionários, cópias de manuscritos e da sua agenda virtual -  dos anos de 2006 a 2010 e de 2015 e 2016. Esse documento tem 7 mil páginas com informações como "reuniões espúrias narradas por Antonio Palocci Filho e em sua colaboração”, segundo a petição da defesa. 

Os advogados afirmam ainda que foram elaborados 18 termos de depoimento com as declarações de Palocci  que resultaram em relatórios elaborados pela  Polícia Federal sobre crimes no âmbito da Sete Brasil e da Petrobras.

Na petição protocolada nesta quarta-feira, os advogados relatam que durante o processo de colaboração, “Palocci deixou a carceragem da Polícia Federal por 63 vezes, realizando, quando esteve fora do ergástulo (prisão), 141 horas e 41 minutos de depoimento e de análise de dados”. 

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Robson Bonin e Bela Megale
O Globo
Editado por Política na Rede
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