segunda-feira, 1 de outubro de 2018

'Quando alguém (ou o governo) nivela os esforçados com os demais, automaticamente elimina todas as formas de recompensa e também o senso de justiça', diz promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A poucos dias das eleições, o promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, explicou, por uma analogia, os problemas do discurso da "igualdade" que ignora o mérito pessoal: "de nada adianta eliminar as desigualdades sociais se todos passarem a viver na mais absoluta pobreza". 

Leia abaixo o texto completo: 

Diz a lenda que um certo professor resolveu deixar de lado a avaliação meritória de seus alunos e decidiu que as notas de todos eles seriam absolutamente iguais, resultado de uma média das avaliações obtidas por cada estudante. Na primeira prova, todos receberam nota B. Quem não estudou ficou satisfeito, pois, apesar de não ter se esforçado, obteve uma avaliação razoável. Mas, quem se dedicou, sentiu-se injustiçado por ter alcançado uma nota proporcionalmente inferior ao seu esforço.
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Na segunda prova, os alunos preguiçosos estudaram menos ainda, pois sabiam que os mais inteligentes e dedicados fariam todo o trabalho duro e garantiriam uma boa nota para todos. Os esforçados, por sua vez, já sem estímulo para estudar, uma vez que sentiam levar a turma “nas costas”, decidiram também fazer corpo mole e não se dedicaram o suficiente.
O resultado do segundo exame, por óbvio, foi então inferior ao do primeiro: todos tiraram a mesma nota: D. A decepção foi geral. Da terceira prova em diante, a média não passou de um medíocre F. Ao final, os melhores alunos não queriam mais estudar ou se esforçar em prol do resto da turma e todos foram igualmente reprovados. Pois bem, o leitor já descobriu qual é a charada? Não?
Então lhe respondo. Isso se chama socialismo. Quando alguém (ou o governo) nivela os esforçados com os demais, automaticamente elimina todas as formas de recompensa e também o senso de justiça. Como já dizia a primeira ministra britânica Margaret Tatcher, o socialismo só perdura até acabar o dinheiro e o esforço dos outros.
De nada adianta eliminar as desigualdades sociais se todos passarem a viver na mais absoluta pobreza. Muito melhor João ganhar R$ 3 mil por mês e José outros R$ 2 mil (na medida de suas capacidades), do que os dois ganharem R$ 1 mil e serem igualmente mais pobres. Antes distribuir a riqueza de forma desigual e de acordo com o mérito de cada um, do que partilhar de forma igualitária e injusta a mais acachapante miséria. Será que fui claro, ou querem que eu desenhe? Para bom entendedor, meia palavra basta, né?

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Correio do Poder
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