domingo, 18 de novembro de 2018

‘A Opas tem que ser condenada por seu escandaloso papel como supervisora de um acordo de tráfico humano’, diz jornalista


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O jornalista Andrés Oppenheimer, apresentador da CNN em Espanhol, publicou um duro artigo no jornal The Miami Herald, onde afirma que a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro de cortar o financiamento a Cuba deve receber o apoio de toda a comunidade internacional. Oppenheimer vai além e afirma que a Organização Panamericana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) devem ser responsabilizadas por ter apoiado o uso de trabalho escravo no programa.


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O jornalista inicia o artigo dizendo que não é um apoiador de Bolsonaro, mas aponta que “sua decisão de terminar o programa mediante o qual mais de 8 mil médicos cubanos trabalhavam no Brasil virtualmente na qualidade de escravos merece o apoio internacional sem reservas”. 

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Oppenheimer pede que a comunidade internacional condene a Opas. O jornalista lembra que os médicos cubanos recebiam cerca de 30% do valor pago pelo governo brasileiro, não podiam trazer suas famílias, que permaneciam como reféns, e ficavam proibidos de voltar a Cuba por oito anos caso desistissem do programa. E aponta: “e a OPAS avalizou tudo isto, sem que houvesse qualquer tipo de protesto internacional contra o seu papel de facilitadora deste tipo de trabalho escravo”. 

O apresentador relata que questionou a Opas e a entidade respondeu que, embora a organização regional tenha “implementado” o Mais Médicos, “sua função principal foi ‘monitorar e avaliar’ o programa”. Segundo o porta-voz da Opas, Luis Felipe Sardenberg, “não é o papel da Opas interferir nos contratos entre os países e seus médicos”. 

Oppenheimer comenta: “É uma das piores desculpas que já ouvi, vinda de uma organização internacional que supervisiona um programa multinacional. Tacitamente, a Opas está dizendo que não é responsável pelas graves violações de direitos humanos que são uma parte intrínseca do acordo. A rigor, a Opas conhecia, desde o primeiro dia, todos os detalhes deste convênio”.

O jornalista conclui: “Não há nada de errado em contratar médicos de Cuba ou de qualquer outro país para trabalhar em comunidades rurais, mas os termos deste acordo foram deploráveis. Bolsonaro teve razão em denunciá-lo. E a Opas, assim como sua organização matriz, a OMS, tem que ser condenada por seu escandaloso papel como supervisora de um acordo de tráfico humano”. 

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Gazeta Social
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