sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Médicos cubanos são escravos utilizados como força de ocupação, explica cientista político boliviano


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O cientista político Carlos Sanchez Berzaín, diretor do Instituto Interamericano para a Democracia, denuncia há anos a condição de escravos dos médicos cubanos no programa Mais Médicos. Para além da violação dos direitos humanos dos profissionais cubanos, Berzoín denuncia seu uso como forças de ocupação do regime ditatorial cubano. Em um artigo publicado no jornal Diário das Américas em janeiro deste ano, Berzaín explica como funcionam as forças de ocupação. 


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Leia abaixo o artigo: 

O envio de médicos ao mundo pela ditadura cubana, com a falácia da “solidariedade” ou “cooperação” é a aplicação, no século 21, do “internacionalismo castrista” que iniciou as guerrilhas na América Latina, desde os anos 60. A ditadura integrou uma força política internacional, com sua maior fonte de receitas organizada com pessoas subjugadas, usadas em doutrinação, infiltração, inteligência, controle social, mobilizações e segurança, cobrando bilhões de dólares pelos serviços profissionais com os quais encobre sua intervenção. Os médicos escravos são as “forças de ocupação castrochavista”. 
O regime cubano informou que seus médicos trabalham em 62 países, e que “em 35 Cuba cobra pelos serviços médicos”. A “venda de serviços profissionais”, basicamente médicos, é a principal receita declarada da ditadura cubana, com um “montante estimado de 11,5 bilhões de dólares por ano” entre 2011 e 2015. A segunda maior fonte de receitas é a das remessas vindas de cubanos nos Estados Unidos, de 3,3 bilhões de dólares em 2015. Em terceiro lugar, o turismo, com 2,8 bilhões em 2016. 
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Os médicos cubanos trabalham pelo e para o regime, em 24 países da América Latina e do Caribe. Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador se destacam pelo número de médicos cubanos sob a dependência e controle do estado cubano, através de contratos, pelos quais Cuba recebe o pagamento pelos serviços prestados, e desse pagamento só uma parte - que se estima ser inferior a 25% – é recebida pelos médicos. A Organização Panamericana de Saúde (Opas) é intermediária do sistema escravista do século 21. 
Na ditadura de Cuba, estudar para ter uma profissão é uma porta para o futuro, com vistas a formar parte da estrutura de poder, ou libertar-se, em algum momento, da opressão, mas tem o preço da doutrinação e do recrutamento obrigatório para servir incondicionalmente o regime.  Na Cuba castrista, nenhuma profissão é livre, os profissionais são funcionários dependentes que pertencem ao estado, ao regime, ao ditador.
O treinamento político e a formação militar operacional são condições essenciais para ser “internacionalista” cubano. Trabalhar no exterior é uma melhoria importante, em comparação com a miséria da ilha, mesmo que o regime fique com a maior parte do salário que cobra pelo trabalho do indivíduo “fruto da revolução”. Os grupos que são enviados ao exterior são organizados hierarquicamente, com poder de mando efetivo, vertical, obrigações políticas e controle permanente. A família que fica em Cuba cumpre o papel de reféns para garantir o bom comportamento do “internacionalista”.
A recepção de médicos e profissionais cubanos se generalizou nos países da América Latina controlados ou sob influência do castrochavismo. No Brasil, com Lula e Dilma, na Venezuela com Chávez e Maduro, no Equador com Correa, na Bolivia com Morales, no Chile com Bachelet e nos países do Petrocaribe há milhares de médicos cubanos. Suas capacidades profissionais têm sido observadas e questionadas, mas apesar de conflitos com profissionais locais e até mesmo casos de negligência e más práticas, os médicos cubanos foram impostos a pretexto de “cooperação”, pelas atividades políticas e operacionais que cumprem.
Nas ditaduras da Venezuela, Bolívia e Nicarágua, o papel político dos “internacionalistas médicos” é vital para o sistema castrochavista. São alocados geralmente em zonas populares e rurais, a pretexto de haver falta de serviços, que eles irão realizar, e se incorporam à comunidade. Fazem doutrinação e propaganda do regime, campanha contra aqueles que identificam como “inimigos da mudança ou da revolução”, tarefas de identificação de resistência ou lideranças democráticas, recrutamento e organização política. Cumprem tarefas de informação e inteligência, e, quando há conflito, são grupos operacionais. 
Além de serem peças para a intervenção, transnacionalização da subversão antidemocrática e do crime organizado, os “internacionalistas cubanos” são vítimas de escravidão, já que são forçados a produzir recursos para a ditadura, que rouba seu trabalho. As provas são as fugas de médicos na Venezuela e na  Bolívia, e as revoltas de médicos cubanos no Brasil, denunciadas pelo jornal New York Times sob o título ‘a gente cansa de ser escravo’.

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Gazeta Social
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