domingo, 24 de fevereiro de 2019

‘Recebemos gás lacrimogêneo, bala de borracha e tiros no território brasileiro’, relata coronel


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Forças leais ao ditador Nicolás Maduro, incluindo militares e milicianos, atacaram os comboios que tentavam levar ajuda humanitária ao povo. Em uma das fronteiras, dois caminhões foram incendiados com toneladas de alimentos e remédios, e a repressão à população deixou mortos e centenas de feridos. 


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Em Pacaraima, no lado brasileiro da fronteira, o coronel José Jacaúna, comandante da Operação Acolhida, relatou que os militares não respeitaram a fronteira e realizaram ataques ao território brasileiro. Em entrevista, o coronel disse: “Eu nunca tinha visto um exército de outro país jogar bomba de gás lacrimogêneo no Brasil. Vi soldados da Guarda Nacional Bolivariana jogando pedras no território brasileiro, disparando tiros reais aqui no nosso lado. Lamentável”. O coronel confirmou que a fronteira permanece garantida, com um grande efetivo, mas afirmou que o Itamaraty precisa tomar uma posição firme. 

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O coronel explicou: “Estão fazendo de tudo para impedir a passagem da ajuda humanitária, e a população quer que a ajuda passe. Houve o confronto, mas o território brasileiro não tem nada a ver com isso. Extrapolaram na reação aos venezuelanos que estão em nosso território. Recebemos gás lacrimogêneo, bala de borracha e tiros no território brasileiro. E isso não poderia ter acontecido”.

O chanceler Ernesto Araújo participou pessoalmente dos esforços para levar a ajuda humanitária aos venezuelanos, e condenou a violência de Maduro contra seu próprio povo. Em nota, o Itamaraty disse: “O Governo do Brasil expressa sua condenação mais veemente aos atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro, no dia 23 de fevereiro, nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia, que causaram várias vítimas fatais e dezenas de feridos. O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro. Trata-se de um brutal atentado aos direitos humanos, que nenhum princípio do direito internacional remotamente justifica e diante do qual nenhuma nação pode calar-se. O Brasil apela à comunidade internacional, sobretudo aos países que ainda não reconheceram o Presidente encarregado Juan Guaidó, a somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo que cesse a violência das forças do regime contra sua própria população”.

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Correio do Poder
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