domingo, 17 de março de 2019

‘O Supremo não pode se permitir rebaixar-se assim’, diz procurador


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O procurador Hélio Telho comparou o inquérito proposto pelo ministro Dias Toffoli à Inquisição. O presidente do Supremo instaurou um inquérito sigiloso, sem objeto definido, a ser feito pelo próprio Tribunal, que não tem essa atribuição. Para o procurador, esse tipo de “inquérito geral”, sem delimitação de objeto ou alvo, “tem potencial para mudar de rumo ao sabor dos acontecimentos e alvejar qualquer um”. 

Ouça: 


Leia o texto do procurador Hélio Telho:

O inquérito Tóffoli não delimita objeto ou alvo. É uma espécie de inquérito geral, sem controle, e que, por isso, tem potencial para mudar de rumo ao sabor dos acontecimentos e alvejar qualquer um. Nem senadores que defendam a CPI da toga ou supremos impeachments estão protegidos
O inquérito Tóffoli trouxe à memória a Inquisição promovida pelo Santo Ofício na Idade Média, que queimava na fogueira os hereges, assim taxados todos aqueles que tinham a ousadia de rejeitar os dogmas incontestáveis da Igreja ou que eram considerados ameaça às suas doutrinas.
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Tomás de Torquemada, O Grande Inquisidor, é talvez o mais célebre dos Inquisidores Gerais. Descrito como "O martelo dos hereges, a luz de Espanha, o salvador do seu país, a honra da sua ordem", estima-se que tenha conduzido mais de 2200 “autos-de-fé” contra não-cristãos (hereges)
O Brasil não merece ter sua Corte Suprema travestida de Santo Ofício, muito menos ver seus ministros reduzidos a Inquisidores-gerais. A missão do STF é muito mais nobre: proteger as liberdades públicas asseguradas na Constituição. O Supremo não pode se permitir rebaixar-se assim.

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Gazeta Social
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