domingo, 23 de junho de 2019

Senador aponta sabotagem à Previdência e a Bolsonaro no caso de hacker contra Sergio Moro



Durante a participação de Sergio Moro, ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, em sessão da CCJ do Senado Federal, o senador Roberto Rocha manifestou inquietação e perplexidade com o que entende como uma sabotagem contra a Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro.

"Só um cidadão, de um escalão de baixo da Petrobras, devolveu quase US$100 milhões. Isso é motivo suficiente para deixar qualquer um estupefato, como confesso que eu também fico perplexo, me permita aqui a franqueza, de estarmos aqui durante horas e horas, quase há 10 horas, para discutir o objeto de um crime, uma atitude criminosa de um sujeito que grampeou um juiz, o Ministério Público, que certamente está nos grampeando a todos nós brasileiros e, pior, solta esses vazamentos a conta gota, fora de contexto, criando as suas próprias versões", afirmou.

"Eu fico sinceramente inquieto, inquieto. Fico assim me perguntando, como brasileiro, às vésperas de votarmos uma matéria tão importante como a reforma da previdência... E é curioso que durante o Governo Temer, exatamente às vésperas para votar a reforma da previdência, veio de novo grampo, vazamento. Parece uma conspiração para não se votar a reforma da previdência, uma matéria tão necessária. Não é importante só, é necessária para o País. Então, quando eu ouço falar assim: 'força-tarefa', é força-tarefa. Ou seja, como é que o juiz não conversa com o procurador? Como é que a polícia não conversa... Ou então não é força-tarefa", asseverou o parlamentar.

No ensejo, ele concluiu: "Eu não sou advogado, mas eu entendo que, se a premissa fosse verdadeira, de que o promotor não pode conversar com o juiz, o advogado também não poderia conversar com o juiz, não pode entregar memorial, não pode fazer nada. E olha que o advogado, diferente do promotor, ele não pode mudar de posição no curso de um julgamento, senão ele fere o Código de Ética da OAB. Já um promotor, que oferece a denúncia, se convencido do contrário, ele pode pedir a absolvição do réu, de tal modo que é absolutamente natural isso, até porque isso está expresso em lei também, e a própria lei que foi editada e sancionada pela Presidente Dilma, que é a Lei 12.850/13 onde se fala de cooperação entre as entidades".
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