sábado, 22 de junho de 2019

Senadores Angelo e Otto tentam colocar Sergio Moro contra a parede e fracassam - Governo Bolsonaro



Durante a participação de Sergio Moro, ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, em sessão da CCJ do Senado Federal, os senadores Angelo Coronel e Otto, do PSD, tentaram colocá-lo contra a parede. Com réplicas bem fundamentadas, Moro assestou a independência das decisões, bem como a ausência de fatos que maculem a legitimidade da Operação Lava Jato e o caráter incólume de suas decisões. "Infelizmente, essas pessoas cometeram crimes e têm que responder pelos seus atos", asseverou.

"Como disse, eu não me recordo de que eu mandei mensagem dois, três anos atrás, como foi divulgada na quinta-feira aquela afirmação de que eu confiava no Supremo ou de que universidade confiava no Ministro do Supremo. Eu posso ter mandado. Qual é o problema de uma mensagem assim? 'Eu confio... Nós confiamos no Ministro X'. Confio no Supremo como instituição, mas, ali, em particular, havia, pela troca de mensagens que foi divulgada, autênticas ou não, uma referência àquele ministro especificamente. O que me parece ali é um absoluto sensacionalismo e me parece que o veículo que divulgou quis simplesmente constranger o Supremo Tribunal Federal, o que é especialmente grave. Por que divulgar aquele tipo de mensagem? Qual é o objetivo por trás da divulgação daquela mensagem? Se ela for autêntica, ainda que ela seja autêntica, o conteúdo é absolutamente lícito. Não há problema nenhum naquele tipo de afirmação, se é que aquela mensagem é totalmente autêntica. Como disse, eu não posso me recordar se, há três anos, eu mandei uma mensagem daquela natureza", aventou.

"Sobre a questão do processo eleitoral, eu sempre argumentei: 'Olha, o juiz tem que fazer o seu trabalho. Ele vai proferir as decisões segundo o quê? Segundo o Direito e segundo as provas constantes nos autos'. E foi isso que eu fiz durante toda a minha carreira na magistratura de 22 anos. A gente fala aqui de questão de Lava Jato, agentes públicos envolvidos em corrupção ativa, corrupção passiva. Eu tive processo no passado de outra natureza, envolvendo tráfico de drogas, grandes lideranças criminosas, fui juiz corregedor de presídio federal. Eu sempre agi corretamente no exercício e na aplicação imparcial da lei. Agora, eu não posso deixar, isso eu não fiz, a questão eleitoral influir nos julgamentos. Então, o que eu fiz? Eu sempre cumpri meu dever e segui os ritmos do processo", complementou Moro.

Neste contexto, ele reiterou: "Outros Tribunais que apreciaram as minhas decisões fizeram da mesma forma. Não fui eu que condenei, por exemplo, o ex-Presidente da Câmara ou o ex-Presidente da República sozinho. Essas decisões foram confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, essas decisões foram confirmadas pelo Superior Tribunal de Justiça e, no que foi levado até o momento ao Supremo, foram confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal. Ou seja, infelizmente essas pessoas cometeram crimes e têm que responder pelos seus atos".
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