terça-feira, 13 de agosto de 2019

Ao lado de generais, senador confronta jornalista alemão e europeus, defende Bolsonaro e desabafa sobre Amazônia



Em pronunciamento realizado no Senado Federal durante evento de homenagem ao General Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, o senador Eduardo Bittar corroborou as posições do oficial e do presidente Jair Bolsonaro no que concerne à Amazônia e ao desenvolvimento econômico brasileiro.

"Na sua imagem, lembro-me muito do meu pai. Nas palavras do Presidente da República e de V. Sa., lembro-me muito do meu pai. Ele morreu cedo, mas viveu o suficiente para ainda pegar o começo daquilo que fizeram com a Amazônia. Lembro-me da indignação do meu pai, lembro-me da dor que ele sentia ao ver a Amazônia sendo governada de fora para dentro, e quem trabalha, quem produz, quem foi convidado para ocupar a Amazônia, sendo tratado como se bandido fosse. Não viu o auge a que nós assistimos hoje, ele não viu isso. Eu, que o amava muito, queria muito que estivesse aqui, mas sei que ele iria sofrer muito por ver ao que o Brasil assistiu, como eu sofro", desabafou.

"Pensei que iria morrer e que não veria o meu Presidente dizer a um jornalista alemão que não tem 0,3% da vegetação nativa naquele país, que acabou agora de derrubar uma igreja, que tinha um bosquezinho, porque lá embaixo havia gás, que inaugurou recentemente uma Itaipu e meia em termelétrica e ter a arrogância na maneira de se pronunciar com o Presidente do Brasil, questionando-o sobre a Amazônia, sem ter moral nenhuma, sem ter como fazer nenhuma dessas afirmações. E eu vejo o seu Twitter e vou tomar a liberdade de reler", hachurou o senador ao ler as declarações do General Villas Bôas.

"Quando eu ouço alguns brasileiros, eu quero crer que são bem-intencionados, talvez, mal-informados, dizendo que nós vamos sofrer retaliação da Europa ocidental se nós, na Amazônia, não fizermos o que eles querem. Aí é preciso lembrar que eles não interferem na Rússia, que é uma ditadura, sempre foi, que não tem relação nenhuma com direitos humanos, porque eles dependem do gás da Rússia, e a Rússia não permite que eles deem palpites lá, como nós permitimos que eles deem aqui. Eles não interferem no Oriente Médio (...) Cadê a campanha deles pelos direitos humanos no Oriente Médio? Mas é de lá que eles tiram o petróleo, é de lá que eles comercializam... Como a China, que tem 1,3 bilhão de pessoas, e nenhum mercado mundial deixa de ter acordo comercial com a China", frisou Bittar.
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