terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bolsonaro rebate 'fake news' ao retornar a Brasília e fala sobre realizações do governo


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O presidente Jair Bolsonaro retornou ontem a Brasília, após a quarta cirurgia decorrente da tentativa de assassinato por um militante da extrema-esquerda. Bolsonaro ficou nove dias internado no hospital e continuará a recuperação em casa, devendo retomar a Presidência entre hoje e amanhã. 


Antes de sair do hospital, o presidente concedeu uma entrevista à TV Record, em que agradeceu pelo apoio e pelas orações da população e comentou diversos assuntos. Bolsonaro disse que já estava angustiado por não poder participar da vida ativa do País em função da saúde, mas que se sente disposto e se prepara para a viagem aos Estados Unidos, onde discursará na Assembleia Geral da ONU. 

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Bolsonaro explicou que prepara um discurso diferente do de seus antecessores no cargo. Segundo o presidente, o discurso será conciliatório mas vai reafirmar a soberania do Brasil e expor o que o Brasil tem e o que o País representa para o mundo. 

Questionado sobre a alta do petróleo no mercado internacional, Bolsonaro disse que a chegada da alta às bombas é praticamente inevitável, mas lembrou que, com o novo “cartão caminhoneiro”, os caminhoneiros podem se proteger da alta comprando litros de combustível ao preço atual, que será garantido por 30 dias. 

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Bolsonaro também falou sobre os recentes acordos no mercado internacional, afirmando que o que tem sido fundamental para esses avanços é o restabelecimento da confiança no Brasil somado à credibilidade e qualidade dos nossos produtos. O presidente elogiou os esforços da ministra Tereza Cristina, lembrando que ela tem rodado o mundo e conseguido boas parcerias e bons acordos para o Brasil.

O repórter questionou Bolsonaro sobre o tweet do filho Carlos, que afirmou que, por vias democráticas, a transformação não acontecerá no ritmo que o Brasil quer. Bolsonaro disse que o filho tem razão e que a afirmação chega a ser óbvia. O presidente disse que, em um regime autocrático como os de Cuba ou Venezuela, as reformas já teriam sido aprovadas, mas, em uma democracia, a transformação demora, pois há a discussão pelo Congresso e pela sociedade. 

Bolsonaro lembrou que a frase é óbvia e só teve repercussão por ter sido dita por seu filho, e que não há qualquer declaração dele que vá contra os princípios democráticos. O presidente lembrou que respeita o Parlamento, embora possa ter críticas, particularmente pela demora em apreciar questões importantes. Mas afirmou que, embora tenha levado oito meses na Câmara, a reforma da Previdência chegou ao Senado e pode ser concluída em breve, permitindo o início da discussão da reforma tributária. 

O presidente respondeu sobre a demissão de Marcos Cintra, lembrando que havia um acordo para não discutir detalhes da reforma antes da elaboração final do projeto, mas Cintra falou em duas ocasiões sobre a CPMF, que é um imposto “marcado” pela população, um imposto “maldito”. Bolsonaro disse que a população conhece a história da CPMF e não pretende repeti-la. Ele disse: “não caiu bem, a sociedade não topou, e nós não vamos trazer de novo esse imposto agora”.

Bolsonaro comentou a visita do ministro Sérgio Moro e sua esposa, afirmando que há um clima amistoso entre as famílias e elogiando o desempenho do ministro. O presidente citou os recordes em apreensão de drogas e na queda do número de mortes violentas, e elogiou a iniciativa do ministro de enfrentar o crime organizado, dispersando os líderes de facções. Lembrou ainda que o ministro Moro presta serviço ao Brasil e não ao presidente. 

O presidente falou ainda sobre a pensão especial para as crianças vítimas de hidrocefalia ligada ao vírus zika, reiterando seu pedido ao Congresso para que não altere a concessão do benefício. Falou também sobre os saques do FGTS e a Semana da Pátria, com a expectativa de aquecer a economia. 

Em relação ao suposto repórter que se passou por cliente de sua nora, Bolsonaro afirmou que não chegou a ler a matéria, mas que não é esse o papel da imprensa, e lembrou que na relação entre psicólogo e paciente é necessário haver confiança mútua. 

Por fim, o presidente falou sobre a indicação de seu filho Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, reafirmando que o deputado tem qualificações e proximidade com a família do presidente Donald Trump. Bolsonaro mencionou que o presidente Trump foi decisivo para conter o presidente da França, Emmanuel Macron, que estava fazendo uma campanha contra o Brasil em cima de fake news.

Após a entrevista, Bolsonaro retornou a Brasília para reencontrar sua família. O presidente comemorou nas redes sociais: “Com a graça de Deus, passamos bem por mais um processo cirúrgico decorrente dos reflexos causados pela tentativa de assassinato cometida por ex-membro de partido de esquerda! Finalmente de volta ao conforto do lar, junto à minha filha e voltando ao trabalho! O Brasil tem pressa!”

Pouco após a chegada, Bolsonaro usou as redes sociais para desmentir fake news da velha imprensa. O presidente postou uma imagem de matéria da revista Veja, sobre uma suposta reforma ministerial, e disse: “Acabo de chegar em Brasília e já me deparo com outra MENTIRA da imprensa. A desinformação atenta contra a própria mídia. NÃO EXISTE QUALQUER PLANO DE REFORMA MINISTERIAL”.

Bolsonaro publicou uma lista com algumas realizações do governo federal na semana passada, com a chamada: “Alguns feitos da semana! Amanhã traremos mais excelentes notícias para o Brasil!”. 

Veja a lista: 




O presidente também publicou imagens de navios afundados, dizendo: “Afundamos nossos 2 primeiros navios na costa de Pernambuco (Praia de Tamandaré), num programa que promove o turismo de mergulho e abrigo de peixes. Muitos naufrágios virão pelo Brasil. Nossos parabéns ao presidente Gilson Machado da Embratur, ao Ministro do Turismo e ao Ministro do Meio Ambiente”. 

Nesta manhã, o presidente voltou às redes sociais, anunciando o corte de impostos em materiais de medicina. Bolsonaro disse: “Após zerar impostos de medicamentos que combatem AIDS e câncer, o Governo Bolsonaro, através do Ministério da Economia, faz o mesmo com centenas de produtos, entre eles, com equipamentos e produção médicos, exames, cirurgias oftalmológicas, informática e outros”.

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Correio do Poder
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