sábado, 28 de setembro de 2019

Ex-diretor da Petrobras enterra José Dirceu, escancara esquemas do PT na Petrobras e relata corrupção 'sem fim'



O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, prestou depoimento no âmbito da operação Lava Jato e voltou a detalhar o funcionamento do mega esquema de propinas na estatal. Duque explicou que todas as grandes empreiteiras com contratos com a Petrobras pagavam propina, que era dividida entre a “casa” - os funcionários da própria Petrobras envolvidos no esquema - e o Partido dos Trabalhadores e outros partidos. 

Duque relatou jantares com a presença do ex-ministro José Dirceu, nos quais se mostrava aos envolvidos no esquema o poder político dos operadores. Duque relatou que a negociação específica se dava principalmente com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Já condenado algumas vezes, Vaccari encontra-se em liberdade. 

Duque afirmou que, embora acredite que deve pagar por seus crimes, vê uma desproporcionalidade das penas que já recebeu, que já somam mais de 120 anos. Ele está preso há mais de 4 anos, enquanto outros agentes do mesmo esquema já foram soltos e muitos nem chegaram a ser presos. 

Renato Duque relatou ainda que o ex-ministro José Dirceu tinha canais próprios para o recebimento de propina, que não entrava na mesma contabilidade do partido. Empresas como a Engevix não entregavam o dinheiro aos operadores comuns, repassando-o diretamente a Dirceu. 
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