segunda-feira, 30 de setembro de 2019

General Mourão apoia proposta emergencial de Paulo Guedes e expõe como dinheiro está indo pelo ralo no Brasil



Em pronunciamento no Clube Militar, o vice-presidente da República, General Mourão, expôs como o dinheiro está indo "pelo ralo" no Brasil. Conforme o oficial, a burocracia, a vinculação de orçamentos, a ineficiência, a improdutividade e a corrupção estão drenando recursos essenciais para o Brasil. No ensejo, ele aventou como o Governo Bolsonaro intenta contornar o problema.

"Ano a ano, a despesa obrigatória com o pagamento de pessoal vai aumentando. Aí, falta recurso para as Forças Armadas, para a Saúde, a Educação, a Infraestrutura, o investimento. Desvincular o orçamento: é a luta que o ministro Paulo Guedes tem. De cada R$100 arrecadados, R$96 já estão carimbados. Estamos falando aqui francamente", asseverou.

"No mês passado, tínhamos comida, mas não tínhamos dinheiro para pagar a luz. Orçamento carimbado: você não tem liberdade de manobra. Você não consegue administrar, ao final das contas. Tem o piso e o teto. Vamos ter que quebrar o piso. Tem gente que diz para furar o teto. Se furar o teto, perde a confiança. Vamos mostrar que não vamos conseguir equilibrar as contas públicas", argumentou.

"Temos hoje uma relação Dívida/PIB de 80%. Para um país da nossa natureza, isso é um desastre. Temos de modernizar o Estado e ter gestão profissional no setor público. Imagine o desperdício da Esplanada dos Ministérios. Ainda circula papel. Existe uma burocracia. Nós sabemos que, para fazer a ordem chegar na ponta da linha, é a coisa mais difícil que tem. Há uma frase do General Marshall: a cada dólar, 10% é para a ordem dada e 90% é para a fiscalização. Na Esplanada, não é desse jeito. Demora uma eternidade para a ordem ser cumprida", criticou o general.
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