quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Senador abre o jogo sobre 'caixa-preta' do Judiciário, escancara CPI Lava Toga e rebate intimidação do STF



Em pronunciamento no Congresso Nacional, o senador Eduardo Girão rebateu tentativas de intimidação de Gilmar Mendes, ministro do STF, retrucou argumentos contrários à CPI Lava Toga, defendeu a análise dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e convocou a população a ir às ruas.

"Mas olhe que interessante: por que, aqui, os Senadores que... Veja você, nós conseguimos 27 assinaturas para a CPI da Lava Toga, e aqui não há isso. É algo que ninguém diz: 'Não, assinei sem querer'. Isso não existe. Isso não existe! É uma coisa consciente. E, essa CPI, é uma questão de tempo para que ela seja instalada. Eu não tenho a menor dúvida sobre isso. Tenho muita fé, porque esta caixa-preta do Judiciário brasileiro precisa ser aberta", asseverou.

"Eu recebi uma ligação, nesta semana, de um empresário forte nacionalmente, lá de São Paulo, dizendo: 'Olha, esse negócio de CPI da Lava Toga, vamos pensar direito sobre isso. Não é o momento. Não quero tirar o seu direito, não me interprete mal. Não quero tirar o seu direito, mas deixe isso para um segundo momento, deixe passar a reforma da previdência; e existe a tributária, que é muito importante para trazer investimento'. E eu fiquei ouvindo, sabe? Uma coisa que a gente aprende na vida é que a gente tem que ouvir. Depois, com todo o respeito a esse empresário, eu disse: 'Olha, eu acho que o senhor está mal informado. Não sei quem foi que vendeu essa história para o senhor de que vai parar a reforma, de que vai parar o Brasil uma CPI dessas', que visa, com fato determinado e claro, investigar o único Poder que não foi investigado no Brasil – não sei por quê – até agora, até agora! E eu falei para ele: 'É papo furado essa questão de que vai atrapalhar a economia do Brasil uma CPI dessas'", complementou.

"Essa CPI é constitucional. O bem e a verdade não podem esperar. 'Ah, mais algumas semanas, mais alguns meses...' Não! Já estamos é muito atrasados em fazer o papel que esta Casa tem que fazer, porque é a única dos Poderes que tem esta prerrogativa: quem pode investigar o Supremo Tribunal Federal é o Senado, quem pode deliberar sobre impeachment de ministros do Supremo e dos tribunais superiores – não esqueçamos os outros tribunais superiores – é o Senado Federal. E ele não está cumprindo esse papel até então. Então, é papo furado essa história de que vai atrapalhar. De maneira nenhuma", afiançou o parlamentar.

No ensejo, ele aventou benefícios para o Brasil: "Você sabe que, até para haver uma segurança jurídica para se ter investimento de outros países no Brasil, tem que ser sério o Brasil. Eles têm que encontrar um ambiente fértil em que saibam que a Justiça é para todos. E essa CPI da Lava Toga, que graças a Deus já caiu na boca do povo brasileiro, não visa à caça às bruxas, não; ela visa saber o que existe de tão preocupante que você não pode ver aqueles fatos determinados que foram colocados aqui com documentos, com indícios fortes".
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