sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Senador se levanta por impeachment no STF, abre o jogo sobre 'poderes protegendo poderes', Lava Jato e impunidade



Em pronunciamento no Congresso Nacional, o senador Eduardo Girão defendeu com veemência a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF e a CPI "Lava Toga". No ensejo, ele criticou severamente uma possível prática de "poderes protegendo poderes".

"(...) Já aceitando que o impedimento é um caminho a ser pautado em breve. Eu também vejo isto de forma clara. Ou a CPI, ou o impeachment, no meu modo de entender, ou os dois. Eu penso que os dois", asseverou.

"Hoje, inclusive, estaria fazendo aniversário, se aqui estivesse, um francês, um grande pesquisador, pedagogo, o responsável pela codificação da doutrina espírita, Allan Kardec, que proliferou tanto aqui no Brasil o espiritismo. E ele dizia o seguinte, olhe a frase dele – e hoje é o aniversário dele – : 'ora da caridade não há salvação'. E o Supremo Tribunal Federal hoje não está sendo caridoso com o povo brasileiro. Não está sendo caridoso com o povo brasileiro, pelas decisões que tem tomado, suspendendo investigações da Receita Federal", salientou.

Neste contexto, ele retrucou argumentos contrários à CPI. "Está faltando uma assinatura para a CPI da Lava Toga, e nós vamos conseguir, porque eu confio muito na serenidade, confio muito na sensibilidade dos nossos Colegas pelo apelo popular crescente e legítimo da Nação, que quer a verdade, ela não quer nada mais do que a verdade. Então, essa história de que vai criar uma crise institucional, que vai atrapalhar as reformas estruturantes do País, que não é hora de um Poder estar investigando o outro, é papo furado, para a sabedoria popular nossa do Nordeste".

"Essa é uma prerrogativa da Casa, investigar, do Senado. Não adianta a gente colocar a culpa no Governo Federal, que já tem problemas; não adianta a gente colocar a culpa no Legislativo lá da Câmara dos Deputados, que também tem problema; é uma prerrogativa nossa, do Senado Federal, que a gente, por enquanto, está sendo omisso, porque investigar, a gente já era para estar investigando, mas o tempo é de Deus e eu confio. Cada vez mais, vem clara na minha mente, que esta CPI vai acontecer. Ela já caiu na boca do povo brasileiro. Eu ando nas ruas, no meu Estado, e percebo esse clamor. As pessoas me perguntando nas feiras: "Cadê a CPI?" Eu dou até um susto e digo poxa, que bacana!", concluiu.
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