sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Bolsonaro diz que ex-assessor pode estar envolvido na tentativa de seu assassinato





Em uma entrevista à revista Veja, o presidente Jair Bolsonaro reiterou que não acredita que o homem que tentou assassiná-lo, Adélio Bispo de Oliveira, agiu sozinho, como afirma a defesa de Oliveira. Adélio foi considerado incapaz e está internado em um manicômio judiciário. Para Bolsonaro, o atentado serviu a diversos interesses. Segundo a revista, o presidente disse: “O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses. Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice. O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Depois disso, eu passei a valer alguns milhões deitado”. 




Na entrevista, o presidente também reiterou que acredita que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, utiliza a máquina pública para perseguir a ele e à sua família. Bolsonaro disse: “O governador botou na cabeça que vai ser presidente e tem de me destruir. Depois da história do porteiro e das buscas na casa da minha ex-mulher, ele está preparando uma nova armação. Já sei que eles pegaram dois milicianos, sei lá quem, conversando e a Polícia Civil gravando. Tem vários diálogos falando que no passado eu participava das milícias, pegava dinheiro, e agora, presidente, não participo mais — papo de vagabundo. Recebo qualquer um dos governadores na hora que eles quiserem. O Witzel não. Se ele quiser falar comigo, vai ter de protocolar o pedido de audiência e dizer antes qual é o assunto”.

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