domingo, 5 de janeiro de 2020

Comunidade internacional reage contra fraude do regime de Maduro na Venezuela





Nesta manhã, a maioria dos deputados da Venezuela foi impedida, com violência, de entrar no prédio da Assembleia Nacional, onde realizariam as eleições para a presidência do parlamento. Sem quórum e sem uma eleição, os deputados da minoria leal ao ditador Nicolás Maduro declararam a eleição do deputado Luis Parra para a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela. A comunidade internacional reagiu rapidamente, apontando a ilegitimidade da eleição.



O Secretário Geral das Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou: “Condenamos os sucessivos atos de violência contra a Assembleia Nacional da Venezuela e repudiamos qualquer ação de usurpação realizada contrária à legitimidade constitucional e às maiorias da Assembleia Nacional”.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou: “O atropelo de hoje contra Juan Guaidó é uma nova amostra do autoritarismo do regime de Maduro. Afasta ainda mais a Venezuela do caminho democrático que o mundo inteiro lhe deseja. Nossa solidariedade às forças democráticas do país irmão!”.

O secretário-Assistente em Exercício para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Michael G. Kozak, afirmou: “Juan Guaidó permanece o presidente interino da Venezuela, segundo sua Constituição. A sessão fraudada da Assembleia Nacional desta manhã não teve quórum legal. Não houve voto. As ações desesperadas do regime Maduro, impedindo ilegalmente e pela força Juan Guaidó e a maioria dos deputados da Assembleia Nacional de entrar no prédio, torna a “votação” desta manhã, sem quórum e sem seguir padrões constitucionais mínimos, uma farsa.

O ministro das relações exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou: “Em Caracas hoje, Maduro tenta impedir, à força, votação legítima na Assembleia Nacional e reeleição de Juan Guaidó para a presidência da AN e do governo interino, crucial para a redemocratização do país. Brasil não reconhecerá qualquer resultado dessa violência e afronta à democracia”.

O governo da Bolívia emitiu um comunicado em que afirma: “O governo da Bolívia rechaça categoricamente a manipulação e intervenção de Nicolás Maduro nas decisões da Assembleia Nacional, contra a democratização plena da Venezuela. A Bolívia reitera seu apoio a Juan Guaidó e adverte a comunidade internacional sobre o perigo da perda irremediável da democracia e do estado de Direito na república irmã da Venezuela”.

O governo da Colômbia também afirmou que não reconhecerá Luis Parra como presidente. Em comunicado, afirmou: “O ministério das Relações Exteriores, em nome do Governo da Colômbia, rechaça categoricamente que se tenha impedido o acesso dos Deputados legitimamente eleitos ao recinto da Assembleia Nacional, assim como a meios de comunicação independentes. Alertamos a comunidade internacional sobre o uso da violência contra os Deputados e sobre os obstáculos que impediram de levar a cabo o processo de eleição da Mesa Diretora de maneira transparente. Este novo atentado contra a democracia do regime ilegítimo de Nicolás Maduro deve ser condenado por todos os Estados comprometidos com a vigência do Estado de Direito e os Direitos Humanos. O resultado de um processo de eleição da Mesa Diretora realizado de maneira fraudulenta, sem transparência nem garantias, não será reconhecido pelo Estado colombiano”.

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