quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Paulo Guedes aborda fim do 'Estado Hobbesiano', de máquina perversa de transferência de renda e do 'paraíso dos rentistas'



Em coletiva de imprensa voltada a esclarecimentos a respeito de projeto para um novo pacto federativo, Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, abordou como é necessária uma revolução na estrutura do Estado Brasileiro. O evento ocorreu em 2019.

"O aparelho de Estado brasileiro foi arquitetado em uma ordem politicamente fechada. Eram bancos públicos, empresas estatais preocupadas com acumulação de capital físico, investimento em infraestrutura. Construção de casas, BNH, subsídios a empresas e indústrias, BNDES. Infraestrutura física, grandes empresas estatais. É uma concepção de Estado que existe, ainda hoje, em alguns países", encetou ele.

"É natural que esse aparelho de Estado tenha produzido o que se esperava dele. Investimentos em infraestrutura nos anos 70. Em meados dos anos 80, o Brasil abre politicamente e começa um redesenho do Estado. Durante a campanha, eu disse isso. Um Estado Hobbesiano, montado em uma ordem politicamente fechada, começa a se transformar em um Estado Rousseauniano", salientou o ministro.

"O que uma democracia pede é diferente do que uma ordem politicamente fechada pede. Começa uma transformação do Estado, mas estamos em uma transição incompleta. A transição foi muito lenta e nos perdemos, economicamente, em momentos de nossa história. Estendemos recursos para algumas áreas sem cortar em outras. Fomos visitados por surtos de inflação, moratória, juros extraordinariamente elevados. Um Estado que gasta muito e gasta mal. Gasta um Plano Marshall em juros, um paraíso dos rentistas e inferno dos empreendedores. O governo virou uma gigantesca máquina perversa de transferência de renda", explicou ele.
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