terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Sergio Moro rebate jornalistas, mostra avanços extraordinários de Bolsonaro e sabotagem de ‘Vaza Jato’ no Roda Viva





Em entrevista ao programa Roda Viva nesta segunda-feira, Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, respondeu a questionamentos de jornalistas e fez um balanço dos resultados de seu primeiro ano atuando no Governo Federal.

Moro realizou, ainda, uma exposição no que concerne aos avanços do Pacote Anticrime, ainda que o projeto aprovado não tenha correspondido à íntegra de seus anseios. 

Questionado por Vera Magalhães se este primeiro ano no Governo Bolsonaro foi marcado mais por vitórias ou por derrotas e se acha que perdeu “cacife” em relação a quando era juiz, Moro respondeu: “Olha, fui juiz por 22 anos. Mesmo na carreira da magistratura, não colocaria como vitórias ou derrotas, mas tive decisões que prevaleceram e decisões que foram alteradas. Tive limites ao atuar como juiz. Não estou falando só sobre Lava Jato, estou falando sobre o passado também. Nem sempre se consegue tudo que se pretende”.

Neste contexto, ele fez uma abordagem positiva e otimista quanto ao futuro da justiça e da segurança pública. Moro pontuou: “A minha visão é de que foi um ano de sucesso para a área de justiça e segurança pública no país. Isso é ilustrado pela queda sem precedente histórico nos números dos principais crimes. Todos esses indicadores criminais caíram. Claro que o que aparece mais é o apresentado junto ao Congresso e o trabalho no Executivo muitas vezes passa despercebido”.

Para Sergio Moro, há avanços inegáveis no combate a diversas modalidades de crime, inclusive a organizações criminosas. O ministro relatou: “Tem sido realizado um trabalho intenso dentro do ministério da Justiça e da Segurança Pública. Várias deficiências estruturais estão sendo arrumadas. Estamos resolvendo quanto ao isolamento de lideranças criminosas, melhor controle nas fronteiras. Polícia Federal trabalhando com absoluta liberdade para fazer investigações. Tudo isso tem melhorado”, esclareceu.

Ele ressaltou como avanços no Pacote Anticrime trarão benefícios imediatos à população brasileira. “Na parte legislativa, é natural que haja uma discussão. Não necessariamente tudo vai ser aprovado. O que é relevante é avaliar o produto final. Na minha avaliação, muitos pontos importantes do Pacote Anticrime foram aprovados e têm potencial para mudar certos panoramas negativos da Justiça Brasileira. Vou colocar um deles: apesar do revés relacionado à execução em segunda instância no STF, foi aprovada no Pacote Anticrime a execução imediata dos veredictos do Tribunal do Júri. O que significa que julgamentos em primeira instância já vão ser executados. Certamente, vai favorecer para uma melhora desses indicadores”, afiançou.

Moro realçou, ademais, que se trata de sua visão e que ela também está sujeita a críticas: “Claro que tudo é sujeito a críticas e sempre se pode fazer mais, mas, na minha visão, houve, sim, avanços significativos”.

A respeito de supostos desgastes com a chamada “Vaza Jato”, relacionada a supostas mensagens privadas divulgadas após ataques hacker, Sergio Moro rebateu: “Acho que isso é um episódio menor. Nunca dei importância para isso. Um monte de bobagem. Foi usado politicamente para tentar, vamos dizer assim, soltar criminosos presos, pessoas condenadas por corrupção, enfraquecer politicamente o ministério da Justiça e da Segurança Pública”.

Ele argumentou, ademais, que suas próprias decisões depreciam a teoria de que haveria um conluio com o Ministério Público: “Tenho consciência tranquila quanto ao que fiz como juiz. Há números que mostram como houve várias condenações, sim, mas condenações de pessoas que se corromperam ou lavaram dinheiro. Mas houve, também, absolvições. Nem tudo que foi apresentado pelo ministério público foi sancionado pelo juiz. A demonstrar que houve uma farsa nessa tese de que houve um suposto conluio”.

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