segunda-feira, 23 de março de 2020

Bolsonaro contra-ataca: ‘Os governadores são exterminadores de empregos. Brevemente o povo saberá que foi enganado’





O presidente Jair Bolsonaro deu uma entrevista ao Programa Domingo Espetacular, da TV Record, na noite deste domingo. Questionado sobre uma suposta demora do governo federal para agir frente à pandemia, o presidente explicou que, desde o resgate dos brasileiros na China, no início de fevereiro, o governo vem tomando providências para se preparar para a crise, em especial também junto à economia. 




Bolsonaro disse: “nosso ministro, Henrique Mandetta, já vinha providenciando respiradores, abertura de leitos de UTI, em contato com os demais integrantes do nosso governo, para esperar o momento dessa gripe vir ao Brasil, porque nós sabíamos que ela viria”. Bolsonaro apontou que as pessoas que o acusam não tomaram qualquer medida preventiva, explicando com o caso do governador de São Paulo, João Doria. Bolsonaro lembrou que o governador João Doria, no carnaval, foi à Sapucaí, no Rio de Janeiro, lotada; em 8 de março, participou de uma corrida de rua com milhares de pessoas; e, também em março, participou da festa de lançamento da CNN, com 1300 pessoas em ambiente fechado. O presidente disse: “não podemos politizar isso aqui. É uma preocupação de todos nós atenuar esse caso. Tem um prazo para aumentar, depois regredir e voltar à normalidade”. E acrescentou: “Deixo bem claro: não temos que entrar em pânico”.  

Bolsonaro esclareceu que a epidemia é inevitável, mas que há particularidades que devem ser levadas em consideração, como a densidade populacional mais baixa do que em países como a Itália e a Alemanha. O presidente disse: “Mais importante que a economia é a nossa vida, mas não podemos extrapolar na dose. Com desemprego acontecendo, a catástrofe será maior”. Bolsonaro disse ainda que a previsão é de que o número de mortes seja inferior ao de mortes causadas por outros vírus. 

O presidente disse que o momento é de calma e tranquilidade, e apontou a importância de não levar pânico à população. E fez um apelo aos governadores para que sejam responsáveis e não tomem medidas que levem à extinção de empregos. Bolsonaro disse: “Estamos fazendo a coisa certa, observando protocolos, e com tranquilidade”.

Questionado sobre a troca de farpas com governadores, Bolsonaro disse: “Você não me vê atacando nenhum governador. Eles que me atacam constantemente. Fogem da sua responsabilidade e atacam o governo federal. Não começou agora não, é desde o início do ano passado. Assim como a grande mídia, com raras exceções. Me ataca constantemente. Digo mais: Brevemente, o povo saberá que foram enganados por esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão”.

Bolsonaro apontou que a campanha contra sua imagem conta com a participação de grande parte da velha imprensa. Questionado sobre os panelaços que vêm sendo noticiados, afirmou: “Não estou preocupado com a minha popularidade, até porque ninguém acredita em pesquisa no Brasil. Esses panelaços foram incentivados, antes de acontecer, pela Globo, e endossados pela revista Veja, que fez campanha também, entre outros órgãos de imprensa. É uma campanha deslavada, descomunal, absurda contra um chefe de Estado que simplesmente teve a coragem de cortar propaganda dessas grandes empresas. Acabou a mamata para eles. Querem me tirar de qualquer maneira”.

O presidente explicou que o momento é de enfrentar a crise, e não de se preocupar com popularidade nem de antecipar campanhas eleitorais para 2022. Bolsonaro disse: “Estamos fazendo nosso trabalho despreocupados com a minha popularidade - é o que menos interessa. Eu quero é entregar o Brasil muito melhor do que recebi no ano passado”. 

Bolsonaro explicou ainda que seu ministério vem trabalhando junto aos prefeitos. O presidente disse: “Estamos fazendo contato direto com prefeitos, porque é lá que o povo vive, e não na fantasia de alguns governadores. Esse é o nosso trabalho, e acalmar a população. Evitar que o pânico chegue no seio da população, porque as consequências serão dramáticas, serão trágicas. E, no momento, já temos um problema: os governadores são exterminadores de empregos. Parte dos governadores estão exterminando empregos no Brasil. Essa é uma crise muito pior do que pode causar a pandemia”. 

Questionado sobre a mensagem que deseja passar ao povo brasileiro diante do crescimento do número de casos, Bolsonaro recomendou “Fé, orações, paciência, calma”. O presidente disse: “Isso passa. Não tem como evitar. Não tem tratamento ou vacina”. Mas ressalvou que há estudos para a busca da cura, e parabenizou o hospital Albert Einstein pelos estudos para avaliar a eficácia da cloroquina. O presidente também agradeceu publicamente à Indústria farmacêutica Apsen, que disponibilizou toda a sua produção do medicamento. 

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