sábado, 21 de março de 2020

Deputados de Bolsonaro entram em confronto com Vera Magalhães e divulgam valor de contrato





Os deputados estaduais Douglas Garcia e Gil Diniz divulgaram, na Assembleia Legislativa de São Paulo, o valor do contrato da jornalista Vera Magalhães com a Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura, emissora pública financiada pelo governo do Estado de São Paulo. 




Embora a emissora seja obrigada a contratar em regime de CLT e tenha deveres de transparência por ser mantida com dinheiro público, os vencimentos da jornalista eram mantidos em sigilo. A informação sobre os ganhos da jornalista, conhecida especialmente pelos constantes ataques ao governo Jair Bolsonaro e ao presidente, vinha sendo requerida por inúmeros cidadãos. 

Após terem negados pedidos de acesso à informação, os deputados compareceram à sede da Fundação Padre Anchieta, onde puderam ver o contrato de prestação de serviços, e divulgaram à sociedade que o valor do contrato de Vera Magalhães ultrapassa meio milhão de reais. 

Assista ao vídeo e veja a resposta da jornalista: 

A jornalista Vera Magalhães, em resposta aos deputados, publicou, em suas redes sociais, algumas cláusulas de seu contrato. A cláusula 4.2 indica que Vera Magalhães recebe, por mês, R$ 22 mil. Na imagem divulgada, lê-se acima o texto “vinte e oito mil reais”, mas não é possível saber a que se refere a cláusula 4.1. Em outra imagem, a cláusula 3.1 afirma que a vigência do contrato é do início de janeiro de 2020 ao fim de dezembro de 2022, configurando três anos de contrato. 

A jornalista também publicou uma imagem de uma nota fiscal, emitida no dia 19 de março, por serviços de “datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria, redação, edição de revistas, infraestrutura administrativa e congêneres”, no valor de R$ 22 mil. 

Vera Magalhães publicou ainda uma “checagem” de fatos feita pelo site Aos Fatos, que calculou o valor correto como R$ 792 mil. Os deputados haviam feito o cálculo do valor mensal de R$ 22 mil reais multiplicado por dois anos, chegando ao valor de contrato de R$ 528 mil. A divulgação da íntegra do contrato poderia dirimir as dúvidas.

A jornalista Vera Magalhães considerou que a divulgação de seu salário em uma emissora pública representa “uma inédita tentativa de calar a imprensa, com violência especialmente destinada a jornalistas mulheres, por parte de um governo que enfrenta crises em outras áreas e vê sua popularidade cair”.

O deputado Douglas Garcia esclareceu: “A Fundação recebe subvenção estatal e a Constituição do Estado de SP nos dá o poder do acesso à informação. Não fizemos nada além de fiscalizar para onde vai o dinheiro veiculado pelo Poder Executivo”. O deputado Gil Diniz acrescentou: “Estamos fazendo nosso trabalho de fiscalizar o uso do dinheiro público. Mas isso deve incomodar esse setor que até pouco tempo não era fiscalizado!”.
O investidor Leandro Ruschel, que recentemente teve negado um pedido de acesso à informação sobre os vencimentos de Vera Magalhães, comentou: 

“Então a Vera Magalhães  está levando para casa MEIO MILHÃO DE REAIS de TV pública para militar contra Bolsonaro? É o que acabou de anunciar o deputado Douglas Garcia. MEIO MILHÃO, em dois anos, do dinheiro dos seus impostos para ser militante do governador João Doria.

Então a Vera Magalhães acusa todos que apoiam o governo federal de serem "blogueiros de crachá" e quando ela garante contrato com governo de São Paulo de R$ 22 mil/mês por 2 anos, apresentando as MESMAS narrativas do Doria, quer processar quem a chamar de militante de crachá?

Lembrem, a TV Cultura tentou de todas as formas ESCONDER a remuneração da Vera Magalhães, ferindo a Lei de Transparência, já que a Fundação mantenedora da TV recebe milhões do governo de SP. Graças ao Douglas Garcia e ao Gil Diniz, a informação veio a público”.

Pouco depois, Ruschel acrescentou: 

“A Vera Magalhães acabou de confessar uma fraude à Lei Trabalhista. Ela apresentou contrato de prestação de serviços e disse que era "salário". Ainda usou o argumento que o valor do contrato não era de R$ 500 mil, mas sim o seu SALÁRIO de 22k/mês para processar quem abriu a info! Opinião que colhi de um especialista: ‘Requisitos do vínculo do emprego: pessoalidade, onerosidade, subordinação, pessoa física e não eventualidade. TODOS estão presentes. Independentemente de qualquer formalidade isso é emprego. Formalizar diferente é fraudar a CLT’."

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...