quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bolsonaro diz que falará com Teich para disponibilizar remédio no SUS desde o início dos sintomas





Após conversar com cidadãos em frente ao palácio do Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro falou a jornalistas e respondeu a perguntas. O presidente disse que a novidade do dia é que pretende conversar com o ministro da Saúde, Nelson Teich, para que inclua no protocolo do SUS a possibilidade de uso da hidroxicloroquina desde o início dos sintomas. 



Bolsonaro disse: “A gente está preocupado com o elevado número de mortes e o protocolo manda aplicar a cloroquina apenas em casos graves, então vou conversar hoje com o Ministro da Saúde. A cloroquina pode e deve ser usada desde o início dos sintomas, apesar de saberem que não tem uma confirmação científica de sua eficácia. Como estamos em uma emergência, pode ser um alento para essa quantidade enorme de óbitos que estamos tendo no Brasil”. O presidente lembrou ainda que o medicamento está sendo usado em todo o Brasil, mas não na rede SUS. No SUS, o medicamento é utilizado apenas em casos graves, quando já não há mais eficácia. 

Bolsonaro disse: “Todos os ministros têm que estar afinados comigo. Todos são indicações políticas minhas. É o que está acontecendo. Estamos tendo aí centenas de mortes por dia. Se existe uma possibilidade de salvar vidas, por que não usá-la?”. O presidente disse ainda que, em caso de contaminação, utilizaria o remédio no tratamento de sua mãe ou no próprio. 

O presidente voltou a criticar os abusos cometidos por governadores e prefeitos, reiterando que sempre defendeu o isolamento vertical. Bolsonaro mencionou um vídeo que circula pelas redes sociais, de uma jovem desesperada por ser impedida de trabalhar, e disse: “assim são milhões de pessoas no Brasil. Ficar em casa para quem pode, legal. Sem problema nenhum. Agora, para quem não tem condições, isso é desumano”. O presidente mencionou ainda o governador de São Paulo, João Doria, que disse que é “melhor o isolamento que o sepultamento”, afirmando: “Quem ficar em casa parado vai morrer de fome. Até um urso tem um prazo para hibernar”. O presidente também mencionou o secretário de Doria, David Uip, que, ao se contaminar, utilizou a cloroquina para se curar, mas escondeu a informação da população. Bolsonaro disse: “olha o caráter do cara: não diz o que usou para se cuidar. E é esse cara que está ao lado do Doria”. 

Bolsonaro convidou os repórteres a irem com ele às cidades satélite de Brasília, para ver como está a vida do povo humilde, ressaltando que faz um apelo à imprensa para que “pare com a babaquice e faça uma coisa séria”. O presidente disse que o povo quer voltar a trabalhar, e enfatizou as consequências negativas das quarentenas exageradas. 

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