domingo, 24 de maio de 2020

Em reunião com Bolsonaro, presidente do Banco Central desabafa sobre manipulações da mídia e medo incutido nos cidadãos e investidores



Em pronunciamento por ocasião de reunião entre ministros do Governo Bolsonaro, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, aventou como informações enviesadas da imprensa estão incutindo medo em cidadãos e investidores. A gravação foi divulgada após decisão de Celso de Mello, ministro do STF.

"Vou voltar a uma história breve. Lembrando que, no fim do Governo Dilma, a taxa de juros era alta. O que proporcionou às taxas de juros cair foi a questão do teto de gastos. A curva de juros começou a cair. Caiu até o nível de 6,5. Com a incerteza das eleições, o PT poder voltar, voltou a subir. Com a Reforma da Previdência, pôde cair novamente", encetou Roberto Campos Neto.

"A razão de ter caído para o que está hoje foi o fato de a sociedade de mercado ter entendido que o governo teve disciplina com as contas públicas (...). Dito isso, é importante passar essa mensagem. Quanto a outro tema, temos feito reuniões entre banqueiros centrais de vários países do mundo. Há um consenso de que o mundo privado está com muito medo de tomar riscos", frisou ele.

"Não vai ter uma saída rápida sem que o governo entre de alguma forma tomando risco. É o fator medo (...). Ele é interessante. Quanto mais informação você tem, mais medo você tem. A mídia joga medo. A classe mais alta tem mais medo que a classe mais baixa. Eles têm acesso a mais informação e a informações enviesadas", salientou o presidente do Banco Central.
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