sexta-feira, 5 de junho de 2020

Bolsonaro aborda provas de graves denúncias contra Joice Hasselmann e manda recado para Moraes, do STF





Ao retornar ao palácio do Alvorada esta noite, o presidente Jair Bolsonaro brincou com cidadãos, perguntando se tinham visto a “Peppa” na CNN esta tarde, e ironizando a matéria que mostrou funcionários da deputada Joice Hasselmann denunciando o uso de CPFs falsos para criar perfis em redes sociais e espalhar notícias falsas e difamar adversários. 


Pouco depois, falando aos jornalistas, Bolsonaro voltou ao tema, apontando que o funcionário de Joice afirmou que foi a equipe dela que preparou os materiais que foram usados para basear o inquérito conduzido por Alexandre de Moraes e que também são utilizados na CPMI das Fake News. Bolsonaro disse: “o que eu tenho de informação é que, na origem, o inquérito foi abastecido com informações da Joice Hasselmann e do Alexandre Frota. Agora, a Joice Hasselmann cria CPF para atacar quem ela não goste”. 

Bolsonaro afirmou que não sabe a origem da raiva que a deputada tem por ele, dizendo que ela queria antecipar sua candidatura à prefeitura e não teve seu apoio, e a partir daí voltou-se contra ele. 

O presidente questionou: “Quem inventou a figura do ‘gabinete do ódio’? Quem apresentou alguma matéria que teria sido produzida por esse GDO? Não tem nada disso”. Sobre providências jurídicas contra Hasselmann, Bolsonaro disse: “Com toda certeza, todos esses parlamentares ofendidos por essas fake news da sra. Joice, eles vão tomar suas providências”.

Bolsonaro perguntou ao repórter se os dois funcionários de Hasselmann pretendem falar em juízo, lembrando que essa é uma peça que pode decidir o futuro do inquérito de Alexandre de Moraes. O presidente disse: “Se bem que esse inquérito, juristas dizem que ele é inconstitucional. Eu acho que nós temos que pacificar o Brasil. Lógico que depende de outro poder e outro ministro, mas esse inquérito tem que ser arquivado, voltar a pacificar. Só foram para cima de pessoas que me apoiam”. 

O presidente apontou que o jornal Folha de S. Paulo constantemente publica informações inverídicas sem comprovação. Bolsonaro disse: “A Folha de S. Paulo é uma prova viva da fake news. Ontem, hoje, a questão do Bolsa Família. Conta a matéria verdadeira! Ninguém ficou sem Bolsa Família, ninguém teve reduzido nada. Essas mentiras têm que deixar de existir, pelo bem de todos nós. Vocês mesmos estão pagando um preço alto. Precisamos de pacificação, de olhar pra frente, de pensar no Brasil… Tem eleições em 2022, vai ter chance, quem quiser disputar, dispute. Tem eleições esse ano, quem quiser dispute”. 

O presidente foi questionado sobre as ações que pedem a cassação de sua chapa, agendadas para julgamento no Tribunal Superior Eleitoral no próximo dia 9. Bolsonaro disse: “estive com a advogada. Uma das mais robustas provas contra mim é que tinha uma página chamada “mulheres contra Bolsonaro”, entrou um hacker e mudou para “mulheres com Bolsonaro”. Isso é a maior prova que eles têm contra mim”. O presidente nomeou as outras ações, lembrando que foram movidas por Boulos, Marina Silva, e pelo PT. E lembrou de uma “fake news explícita”: no horário eleitoral gratuito, o PT acusou apoiadores dele de atacar uma moça e desenhar um suástica na barriga. Posteriormente, demonstrou-se que ela mesma fez aquilo. 

Bolsonaro disse: “É uma Briga de narrativas. Passo metade do meu tempo preocupado com certas coisas que atrapalham meu governo. E não mostram as coisas boas. Hoje, me reuni com Paulo Guedes e um grupo com uns 10 empresários liderados pelo Paulo Skaf, trazendo números positivos. O país tem o maior potencial de sair mais cedo dessa crise”. O presidente também mencionou o discurso do governador Ronaldo Caiado, sobre o que o governo federal já fez por Goiás. Bolsonaro apontou que Caiado disse que, com esse hospital de campanha, vai acelerar tudo por lá. E acrescentou: “O povo quer voltar a trabalhar”. 

Questionado sobre o horário de divulgação dos dados do Ministério da Saúde, Bolsonaro riu e perguntou se o atraso atrapalha o Jornal Nacional. Em seguida, explicou que o ministério precisa consolidar os dados. Bolsonaro apontou que, quando se divulgam os dados de óbitos de vários dias, setores da imprensa veem recordes e não esclarecem que os óbitos não ocorreram todos no mesmo dia. E disse que é necessário separar os óbitos “com” e “por” covid. O presidente disse: “Falta, inclusive, seriedade. Tem que considerar o tamanho da população. Não interessa de quem partiu, acho justo. Tem que ser o dado consolidado. Ninguém tem que correr para atender a Globo, a TV funerária”.

Bolsonaro questionou ainda por que a imprensa, que dá tanta importância à Organização Mundial da Saúde, não deu destaque ao fato da OMS ter retomado as pesquisas sobre a hidroxicloroquina. O presidente disse: “Tá faltando a imprensa dizer que a cloroquina voltou. Teve um estudo fajuto, e foi despublicado. A OMS voltou atrás. O Trump tirou a grana, a OMS voltou atrás em tudo”. Bolsonaro acrescentou que também considera retirar o Brasil da organização, como feito por Trump. Ele disse: “Estamos estudando também: ou a OMS trabalha sem o viés ideológico, ou nós vamos sair fora também. Ou deixa de ser uma organização política, e até partidária, ou nós estudamos sair de lá”. 

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...