quarta-feira, 1 de julho de 2020

General Mourão vê excessos nos inquéritos de Alexandre de Moraes: ‘o Supremo age como polícia, procurador e juiz'





O vice-presidente General Hamilton Mourão, em entrevista à Rádio Guaíba, falou sobre os inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. O vice-presidente lembrou que já se manifestou anteriormente sobre o assunto, mas sobreveio a decisão do plenário do Supremo pela manutenção do inquérito. 


Mourão disse que, em sua visão, um ministro do Supremo, se é ameaçado ou caluniado, deveria agir como qualquer outro cidadão, procurando a polícia para que haja uma investigação e, se necessário, um processo, seguindo o devido processo legal. O general ponderou: “No momento em que o Supremo age como polícia, procurador e juiz, a coisa fica um tanto complicada. Mas… a decisão está tomada, vamos ver aonde vai chegar isso aí”.


Questionado se havia omissão do Senado em pautar o impeachment de ministros do Supremo, Mourão lembrou que o Senado é muito fragmentado, mas há tentativas de mudança, como o grupo Muda, Senado, que vem tentando instaurar a CPI Lava Toga. Mourão disse: “Vejo que o Senado tem discutido muito isso aí, tem um grupo lá dentro, Muda Senado, que durante muito tempo advogou pela CPI Lava Toga, mas o assunto terminou por não prosperar, até por causa da própria pandemia. É um momento difícil, um momento complicado, mas ainda espero que esse inquérito conduzido pelo STF termine sendo feito da melhor forma possível, sem atropelar mais, digamos assim, o estado de Direito”. 

Mourão falou ainda sobre a pecha de “antidemocráticas” associada pela velha imprensa às manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. O general Mourão disse: “Olha, a questão toda está colocada de uma forma muito simples para mim. Manifestações antidemocráticas são aquelas em que você ataca de forma incisiva e busca derrubar o sistema. O que eu vejo são grupos minoritários, esses que advogam fechamento do Congresso, STF, são grupos minoritários. Assim como você também vê grupos minoritários que ainda andam aí com emblemas da foice e martelo, a ditadura mais odiosa que já houve no mundo e que mais matou. Vejo como manifestação: não passa disso. Agora, a partir do momento em que se passa das palavras para ações, a lei existe para botar essa turma no rumo certo”.

O jornalista citou como exemplo a prisão de Sara Winter e questionou se houve exagero. Mourão disse: “Na minha visão, houve exagero nisso aí. As ações desse pessoal, para mim era coisa de Juizado de Pequenas Causas. Uma vez comprovado que houve excesso, como no caso do homem que lançou fogos de artifício contra o Supremo, essa turma vai pagar cesta básica, prestar serviços comunitários… Deve-se lembrar que em 2014 a turma invadiu o STF, quebrou os vidros ali, e foram só autuados, ninguém foi preso. Então, há uma interpretação distinta da que houve em casos até piores que já aconteceram no passado”.

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