sábado, 22 de agosto de 2020

Rodrigo Constantino escancara hipocrisia de jornalistas sobre STF, censura e perseguições



O jornalista Rodrigo Constantino, durante debate sobre a intimação de um jornalista em processo movido pelo ministro da Justiça, expôs as contradições da narrativa da velha imprensa. O jornalista  Hélio Schwartsman publicou um artigo desejando a morte do presidente da República, e o ministro pediu investigação com base na Lei de Segurança Nacional. 

A intimação do jornalista levou a uma onda de indignação entre membros da velha imprensa, que passaram a afirmar, em uníssono, que há intimidação da imprensa. O jornalista não foi preso, não teve sua casa invadida nem seus bens apreendidos, nem tampouco o jornal foi alvo de busca e apreensão ou impedido de funcionar, como vem ocorrendo com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. 

O jornalista Rodrigo Constantino apontou: “Eu acho esse inquérito um erro, e acho que ele exala cheiro de censura, de intimidação do jornalismo”. Em seguida, apontou: “Dito isso, ele se presta a um papel, ao menos, positivo: expor a imensa hipocrisia e o duplo padrão de quase toda a mídia, e do próprio Supremo Tribunal Federal, que, afinal de contas, usa a Lei de Segurança Nacional para perseguir jornalistas”.

Rodrigo Constantino prosseguiu, expondo o distanciamento de membros da velha imprensa da realidade: 


“Então, esse claro duplo padrão, onde tem um salvo-conduto para todo mundo que tem uma visão de mundo associada ao esquerdismo, e esses podem destilar todo o seu ódio, porque é o tal ‘ódio do bem’, enquanto que nada vale para a direita, é isso que está em exposição em praça pública, com suas entranhas terríveis expostas hoje.

Estamos vendo, novamente, a patota do selo azul, a turma corporativista da mídia, saindo em peso para denunciar, horrorizada, esse tipo de censura, e já falam até em inquérito de fim de mundo de novo. Enquanto que esquecem que pau que dá em Francisco também dá em Chico. 

Ou seja: está na hora de todo mundo acordar para aquilo que alguns de nós temos alertado há muito tempo, que nós não podemos defender as coisas de acordo com quem é o alvo. 

Ou nós defendemos princípios e valores, ou nós vamos entrar nessa guerra tribal e vale tudo”.

Rodrigo Constantino lembrou que quando o jornalista Oswaldo Eustáquio foi preso e outros jornalistas foram alvo de buscas e apreensões, a velha imprensa silenciou ou desqualificou os jornalistas, por suas escolhas ideológicas. Não houve qualquer defesa da liberdade de expressão ou de imprensa. Constantino lembrou ainda o episódio em que o deputado Alexandre Frota ameaçou agredir o jornalista Augusto Nunes. Constantino disse: 

“Quando um deputado, do perfil do Alexandre Frota, ameaçou de agressão física um jornalista, colega nosso, Augusto Nunes, idoso, a patota ficou em silêncio. Aí pode ameaçar. Um deputado pode ameaçar de agressão um jornalista, que isso não é tentativa de calar a imprensa. Por quê? Porque o Augusto não é da patota. E o Alexandre Frota agora, por incrível que pareça, foi aceito dentro da patota, porque ele tucanou”.

Rodrigo Constantino alertou os colegas: “É preciso tomar muito cuidado com isso. E é preciso usar isso para refletir sobre o tal “discurso de ódio”. Se, com base no discurso de ódio, a gente vai começar a defender censura, avanços sobre a liberdade de expressão...

Tem mais discurso de ódio do que ficar em praça pública, no maior jornal do país, pedindo, desejando a morte do presidente da República? Isso é claro discurso de ódio. Então, tem que tomar muito cuidado”.

O jornalista Rodrigo Constantino apontou: “Tá na hora de sair da bolha e entender por que tem um descompasso cada vez maior entre jornalistas e povo - a audiência”

A deputada Bia Kicis também apontou a defesa seletiva da liberdade de expressão por parte da velha imprensa. Bia Kicis disse: “Olha aí,a hipocrisia da esquerda nunca nos decepciona. Aplaudem inquéritos baseados na lei de segurança nacional contra qualquer um que apoie o Presidente Jair Bolsonaro, mas é só a lei ser aplicada para algum jornalista esquerdista que logo vira lei da ditadura. Para que tá feio!”.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, apontou: “A Associação Nacional de Jornais protestou pelo fato de a Polícia Federal ter intimado a depor aquele jornalista que disse que queria que Bolsonaro morresse. Quando Oswaldo Eustáquio foi preso, a ANJ ficou calada. Agora que a dura é com um cara da Folha, estão histéricos”.

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