domingo, 20 de setembro de 2020

Bolsonaro parabeniza Trump pelos esforços para restaurar a democracia na Venezuela



O presidente Jair Bolsonaro parabenizou, pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo trabalho que vem sendo desenvolvido com vistas à restauração da democracia na Venezuela. Bolsonaro disse: “Parabenizo o Presidente Donald J. Trump pela determinação de seguir trabalhando, junto com o Brasil e outros países, para restaurar a democracia na Venezuela. A visita do Secretário de Estado Mike Pompeo à Operação Acolhida, em Boa Vista/RR, em companhia do Ministério das Relações Exteriores (Ministro Ernesto Araújo), representa o quanto nossos países estão alinhados na busca do bem comum”.

A visita do secretário Mike Pompeo causou celeuma entre setores da esquerda, que apoiam o ditador Nicolás Maduro e aproveitaram a oportunidade para atacar o presidente Bolsonaro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lançou até mesmo uma nota pública que dizia que a visita de Pompeo “não condiz com a boa prática diplomática internacional e afronta as tradições de autonomia e altivez de nossas políticas externa e de defesa”. 

A nota de Maia foi respondida pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que explicou: 

Não há “autonomia e altivez” em ignorar o sofrimento do povo venezuelano ou em negligenciar a segurança do povo brasileiro. Autonomia e altivez há, sim, em romper uma espiral de inércia irresponsável e silêncio cúmplice, ou de colaboração descarada, a qual, praticada durante 20 anos frente aos crescentes desmandos do regime Chávez-Maduro, contribuiu em muito para esta que é talvez a maior tragédia humanitária já vivida em nossa região. A triste história da diplomacia brasileira para a Venezuela entre 1999 e 2018 constitui exemplo de cegueira e subserviência ideológica, altamente prejudicial aos interesses materiais e morais do povo brasileiro e a toda a América Latina.

O chanceler lembrou que a ONU acaba de apresentar relatório que mostra crimes de lesa-humanidade cometidos pela ditadura de Maduro, e acrescentou: 

Buscar a paz não significa acovardar-se diante de tiranos e criminosos. A independência nacional não significa rejeitar parcerias que nos ajudem a defender nossos interesses mais urgentes e nossos valores mais caros. Promover a integração latino-americana não significa facilitar a integração dos cartéis da droga. A não-interferência não significa deixar os criminosos agirem sem serem incomodados. Consultem-se a respeito os ensinamentos da boa tradição diplomática, consagrada em próceres como José Bonifácio, Honório Hermeto Carneiro Leão, Joaquim Nabuco e Oswaldo Aranha, além do próprio Barão do Rio Branco.

O legado da tradição diplomática brasileira não inclui a indiferença aos nossos vizinhos. No caso presente da Venezuela, uma tal indiferença seria imoral e colocaria em risco a segurança dos brasileiros.

Muito me orgulho de estar contribuindo, juntamente com o Secretário de Estado Mike Pompeo, sob a liderança dos Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, para construir uma parceria profícua e profunda entre Brasil e Estados Unidos, as duas maiores democracias das Américas. Só quem teme essa parceria é quem teme a democracia.


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