quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Bolsonaro abre o jogo sobre Venezuela, controle de preços, endividamento e auxílio emergencial



Em diálogo com cidadãos na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro aventou os riscos do prolongamento de altos valores disponibilizados por meio do Auxílio Emergencial, esmiuçou a armadilha populista que degenerou a Venezuela, realizou uma explanação no que toca ao aumento de preços e garantiu que resistirá ao aumento de impostos no Brasil.

Bolsonaro encetou: “Há 38 milhões de pessoas que trabalhavam vendendo churrasco de gato, água na praia, cerveja na arquibancada de futebol. Esse pessoal, segundo a OIT, perdeu 50% do poder aquisitivo. Alguns perderam 80% e alguns perderam 100%. Como esse pessoal iria sobreviver sem nada? Algemaram até mulher na praia. Coisa ridícula. Como iriam sobreviver sem o auxílio emergencial. Por mês, estava custando R$50 bilhões de endividamento”.

Dessa maneira, ele explicou: “Chega a um ponto, você começa a comprar na padaria, no açougue, fiado, chega a um ponto em que falam que não vão vender mais. Você não pode quebrar a economia. Aqui, é a mesma coisa. Sempre falei que tinha de cuidar, simultaneamente, do desemprego. Falavam que a economia a gente veria depois. Estamos vendo agora. A volta do emprego não é fácil. Passamos o auxílio emergencial para R$300. Não é fácil. São 67 milhões de pessoas recebendo o auxílio emergencial. A gente não tem como se endividar mais”.

Ele prosseguiu: “Gastamos quase R$1 trilhão com a pandemia. Gastamos, não. Endividamos. Alguns escrevem que o dinheiro é nosso. Não, não é dele, é emprestado. O dinheiro que você pega no banco não é seu, é emprestado. E a economia...fica em casa. O país que menos perdeu empregos, proporcionalmente, foi o Brasil. Perdemos 1 milhão de empregos. Os americanos perderam em torno de 30 milhões de empregos, só que a economia é mais forte que a nossa, recuperam rapidamente”.

Neste contexto, Bolsonaro explicou recente resposta a um cidadão que lhe pediu que tabelasse preços: “Imagine se o homem do campo tivesse ficado em casa. Não teria o arroz com preço aumentado. Não teria arroz! É como respondi para o cara que queria que eu tabelasse. Eu falei para ir comprar na Venezuela. A imprensa falou que fui deselegante, deseducado. Eu falei a verdade para ele. Se eu tabelar óleo de soja, vai deixar de ter na prateleira”.

Ele acrescentou explicando a conjuntura internacional: “Foi mais de R$50 bilhões por mês entrando no mercado. A China está se transformando em um país cada vez mais urbano. A Índia, quando for um país mais urbano, também vai comprar mais da gente. Vou proibir? Não dá para fechar os portos. O cara não vai comprar mais nada aqui. Tem que acomodar o mercado. Agregar mais valor para o que produzimos. Nunca tiveram um plano estratégico para o Brasil. Só se pensa para daqui a 2 anos, quando tem eleição”.

Consoante o presidente, a resolução dos problemas econômicos passa pela implantação de sistemas de produção de maior valor agregado: “Temos que evoluir. Não adianta exportar um navio de minério de ferro e importar meia dúzia de laptops. A gente não agrega valor em nada. Quanto custa a mão de obra no Brasil? É a mão de obra mais cara do mundo. Vão dizer agora que eu sou contra o trabalhador do Brasil. É o tempo todo assim”.

Nesta conjuntura, o presidente conclui afiançando que não aumentará impostos: “Eu não posso baixar a carga tributária. Para isso, tenho de mostrar de onde vai ser perdido. A gente fica amarrado. Eu garanti que não vai ter aumento de imposto. Queriam criar um imposto parecido com a CPMF. Queriam, sim. Estava lá. A gente volta à mão de obra. O salário mínimo é pouco para quem recebe e muito para quem paga. Se me veem falando isso, é um escândalo na mídia, falam que sou contra o salário mínimo”.

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