quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Bolsonaro faz forte desabafo e alerta sobre o Brasil ‘voltar para as mãos de quem nos botou no buraco’



Em diálogo com cidadãos na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro explicou a revogação de decreto concernente ao SUS, assestou a existência de ataques incessantes por parte da esquerda e da velha imprensa, desabafou no que tange à situação do Brasil e aventou o endividamento decorrente da pandemia.

Bolsonaro principiou: “Não existe privatização do SUS. Fizemos o mesmo no ano passado no tocante a creches. Entre UBS e UPAS, são mais de 4 mil inacabados. Não tem dinheiro. Vamos deixar deteriorar? Gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento pela iniciativa privada seria ressarcido pela União. Revoguei o decreto. Quando tiver um entendimento, talvez eu reedite o decreto. Enquanto isso não acontecer, vai ter mais de 4 mil unidades abandonadas, jogadas no lixo, sem atender uma pessoa sequer”.

Ele prosseguiu apontando como a esquerda permeou o sistema de saúde com atos de corrupção: “O pessoal da esquerda critica, essa esquerda critica, eu revoguei o decreto. Sem problema nenhum. Eu tenho um bom atendimento médico, mas o povo tem que ter também. Como a gente pode conseguir? Agindo dessa maneira. Não tem outra maneira. Arrebentaram com o Brasil. A saúde era só corrupção. Resolvemos muita coisa, mas não dá de uma hora para outra”.

Dessa forma, ele desabafou: “Você sabe o que vai acontecer com o Brasil mais cedo ou mais tarde. Vai voltar para as mãos de quem nos botou no buraco. Continuem agindo dessa maneira e vai voltar. É impressionante. Críticas infundadas. Tudo, criticam. Falam para diminuir salários do Legislativo que terá dinheiro para saúde. Eu não tenho poder para mexer em salários de servidores do Legislativo. Se querem um ditador, votaram no cara errado. Sei dos problemas, mas não podem querer que eu resolva tudo sozinho. Em 2022, vão ter chances de escolher outro cara melhor do que eu, tem uma pancada de caras bons aí. Não vou desistir, fiquem tranquilos”.

Bolsonaro criticou, ainda, o blog O Antagonista: “Falaram até que eu queria taxar os livros. É impressionante. Um blog vagabundo, que é O Antagonista, um blog vagabundo, tipo O Antagonista, publica uma notinha lá. Todos os jornais repercutem”.

No ensejo, o presidente explicou o estado de deterioração do Brasil após mais de uma década de governos petistas: “É minha obrigação tentar fazer o melhor. O pessoal entende que a gente pegou um país arrebentado, econômica, ética e moralmente acabado? Aquelas doutrinações em escolas...conseguimos recuperar muita coisa. A família praticamente não existia mais. Lembra o padrão dos ministros de Direitos Humanos do passado? Dá para comparar com a Damares? Dá para comparar o Tarcísio com os ministros que o antecederam? Paulo Guedes, Marcos Pontes? Não dá para estalar os dedos e resolver a quantidade enorme de problemas que nós temos”.

Ademais, o chefe de Estado advertiu para os riscos decorrentes do endividamento em excesso: “Gastamos quase R$1 trilhão com a pandemia. Gastamos, não. Endividamos. Alguns escrevem que o dinheiro é nosso. Não, não é dele, é emprestado. O dinheiro que você pega no banco não é seu, é emprestado. E a economia...fica em casa. O país que menos perdeu empregos, proporcionalmente, foi o Brasil. Perdemos 1 milhão de empregos. Os americanos perderam em torno de 30 milhões de empregos, só que a economia é mais forte que a nossa, recuperam rapidamente”.

No que concerne à proposição de novo “lockdown” na França, Bolsonaro avaliou: “Não consigo entender uma medida como essa. Temos de enfrentar. Tem um governador que quer obrigar a vacina. Qual é a opinião de vocês? É um absurdo obrigar a tomar. Um cara que toma uma vacina eficaz está protegendo a sua vida. Se não quer tomar, é problema dele. Agora, uma vacina boa, o pessoal vai tomar. Obrigar a tomar essa ou aquela, começa a cheirar a interesses outros que prefiro não comentar”.


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