sábado, 6 de julho de 2013

Dilma tenta impedir CPI da Copa



Dilma Rousseff com a ministra Ideli Salvatti.
Imagem: Roberto Stuckert/PR

Segundo informações do Diário do Poder, Dilma Rousseff está tentando impedir a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigaria gastos públicos com a Copa do Mundo de 2014.

Cogita-se que a decisão decorre do temor de uma maior queda de popularidade da presidente, tendo em vista possíveis escândalos e exposições que poderiam aflorar das investigações propostas. O foco no tema poderia causar ainda mais desgaste e oportunidade para ataques por parte de opositores.


A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, efetuou diversos telefonemas à base aliada no Legislativo, desde quarta-feira (3 de julho). Segundo consta, pressionou diversos parlamentares a retirarem assinaturas do requerimento que solicita a instauração da CPI.

O deputado Izalci, do PSDB/DF, responsável pela coleta de assinaturas, afirmou que pretende divulgar em blogs e redes sociais os nomes dos deputados que apoiaram a criação da CPI, de forma a pressioná-los, também, para que não voltem atrás no apoio. 

“Sei que a pressão do governo é grande, por isso vou colocar os nomes na internet, para que as redes pressionem os parlamentares a não voltarem atrás”, afirmou.

Conforme declarou, o PTB foi o único partido que ainda não assinou a proposta. Izalci declarou que inclusive outros deputados da base aliada, o que abrange também deputados do PT, assinaram o requerimento.

O elevado custo das despesas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, os quais atingem quase R$30 bilhões de reais, somou conteúdo à indignação dos manifestantes, sendo uma das relevantes causas para a eclosão de protestos. Tais gastos foram considerados reprováveis, tendo em vista a demanda por recursos na educação pública, na saúde, no transporte público, na segurança, entre outros.

As obras da Copa sofreram denúncias de corrupção por diversas figuras públicas, inclusive pelo deputado Romário, o qual declarou que veio a ser "o maior roubo da história do Brasil". Dilma e Blatter, presidente da FIFA, foram vaiados na abertura da Copa das Confederações. A presidente chegou a se defender, em pronunciamento nacional, além de desistir de comparecer ao jogo da final, supostamente por receio de maior desgaste.

Qual é a sua posição a respeito do caso?

Marcos Camponi.

Com informações de Diário do Poder.
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