sábado, 13 de julho de 2013

"Protestos podem voltar mais fortes e incontroláveis", afirma sociólogo



Boaventura de Sousa Santos. Imagem: 3/0/DW
Boaventura de Sousa Santos, sociólogo, afirma que os recentes protestos no Brasil decorrem de crise de representatividade da classe política, tanto em suas coligações partidárias, quanto na submissão ao capital financeiro. 

Ademais, ocorreria a insatisfação de uma classe média expandida, a qual seria mais exigente, sobretudo no que toca aos serviços públicos. Para o mesmo, apenas uma reforma política profunda poderia evitar que o povo retornasse às ruas. Em entrevista à DW Brasil, afirmou que a insatisfação popular atinge sobretudo jovens. 


Para Santos, caso o Governo não dê uma resposta rápida às reivindicações, os protestos podem voltar com mais intensidade e de forma mais incontrolável. O sociólogo é autor de obras sobre democracia participativa, emancipação social e direitos coletivo.

De acordo com ele, o Congresso está "divorciado das prioridades dos cidadãos". “Há medidas de emergência que têm de ser tomadas, mas nada disso é possível se não houver uma reforma política profunda. Neste momento todo o sistema político tende a perverter e a inverter as suas prioridades”, afirmou.

O sociólogo português não citou problemas como a insatisfação relativa à corrupção disseminada e à impunidade, comumente citadas como elos das reivindicação relativas a serviços públicos e aversão à desigualdade social.


Marcos Camponi.

Com informações de DW Brasil.
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