terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Orçadas em R$ 7,5 bilhões, obras da Transnordestina estão paradas


Imagem: Sinduscon
Considerada uma obra fundamental para escoar a produção agrícola do Nordeste, as obras da ferrovia Transnordestina estão paralisadas desde o final do ano passado.

Orçada em R$ 7,5 bilhões, a ferrovia deveria ter sido entregue em 2010, mas teve a conclusão adiada para 2016 por conta de sucessivos problemas.

No trecho que passa pelo Piauí, a obra sofreu várias paralisações, uma pela morte de dois operários, outras por questões trabalhistas. No ano passado, a construtora responsável rescindiu contrato com a concessionária da obra.

Com 1,7 mil km de extensão, a ferrovia passa por três estados e 71 municípios. O trajeto passa por terrenos particulares e moradores se queixam das indenizações oferecidas pelo estado. “Até o momento só nos deu prejuízos, dividiu a nossa comunidade, as indenizações foram umas migalhas”, reclama a agricultora Jucélia Xavier.

De acordo com a defensoria pública do município de Paulistana, no Piauí, foram constatadas irregularidades nas indenizações oferecidas em cerca de 90 processos. “Temos processos aqui que o primeiro laudo de avaliação, ele foi avaliado em R$ 345, e depois de efetivada nova perícia, esse valor da desapropriação pulou para R$ 20 mil. Então, é a prova cabal de que o estado não efetuou essa avaliação corretamente”, diz a defensora pública Edvalda Regina Xavier.

Enquanto isso, o setor agrícola, que esperava os benefícios da ferrovia, lamenta. “Uma grande decepção, porque quando a gente pensa em produzir alimentos em uma região onde não tem desenvolvimento e um custo de logística elevadíssimo, essa opção seria uma grande opção para escoar a produção”, lamenta Sérgio Bortolozzo, da Associação Brasileira dos Produtores de Milho.

G1 via Opinião e Notícia
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