quarta-feira, 5 de março de 2014

A menos de 100 dias da Copa, cidades sede enfrentam graves problemas de serviços essenciais


Imagens: Estadão Conteúdo
Os moradores de Rio de Janeiro e São Paulo têm lidado com novos problemas urbanos nos últimos dias e com a crise de serviços essenciais à população. Com a greve dos garis na capital fluminense, a cidade vive dias de caos na limpeza urbana e São Paulo enfrenta o risco de racionamento de água com as constantes queda no nível do Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de quase 9 milhões de clientes da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) na Grande SP.

Na capital paulista, a "crise da água" começou em dezembro de 2013, quando o Sistema Cantareira passou a apresentar níveis de abastecimento muito baixos para o período. Com o mais baixo volume de chuva da história para o mês de dezembro e o verão mais quente em cerca de 70 anos, os reservatórios do Sistema Cantareira — principal fonte de abastecimento de água das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas — atingiram seu pior nível de armazenamento dos últimos 10 anos. Com esse cenário, a Sabesp entrou em alerta para a falta de água.


Na época, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massatto, explicou que o volume de água tem diminuído ano a ano.

— Em janeiro de 2012 os reservatórios estavam com 69% da capacidade. No ano passado, eles chegaram a 48%. Chegamos agora em 25% e nossa preocupação é que se não voltar a chover dentro da média, falte água no inverno.

Ao longo dos meses, a situação só piorou. Nesta quarta-feira (5), o nível dos reservatórios chegou ao seu pior índice na história com 16,1% de sua capacidade. Nesta mesma data do ano passado, o nível estava em 57,1%.

Lixo

Já no Rio de Janeiro, a crise mudou a paisagem da cidade. Com parte dos garis em greve há cinco dias, montes de lixo se espalham por todos os cantos do Rio de Janeiro. Na terça-feira (4), ao saberem sobre a demissão de 300 grevistas, garis que reivindicam maiores salário e melhores condições de trabalho, protestaram em frente à prefeitura, no centro.

O grupo não concorda com a decisão da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza) de demitir os funcionários que não trabalharam na noite de segunda-feira (3). Eles querem um novo encontro com representantes da prefeitura para negociar nova proposta de ajuste salarial e melhores condições de trabalho, em vez da que foi acordada pelo sindicato e pela Comlurb.

Os grevistas não reconhecem o sindicato como representante da categoria e alegam que as reivindicações da maioria não foram ouvidas pela entidade. Segundo decisão, o salário dos garis terá um aumento de 9%.

A Comlurb anunciou que demitirá aqueles que não comparecerem ao turno de trabalho.

Participante do protesto, Sandro Romero da Silva recebeu mensagem de texto de celular a notícia da demissão. O texto informa que ele deve procurar a gerência para desligamento. Ele está na greve há 3 dias e trabalha na Comlurb há 11 anos.

— Soube de outros que também foram demitidos, mas o grupo está unido e vamos lutar até o fim.

Após esses dias de greve parcial, alguns bairros da cidade estão sujos, com montanhas de lixo nas calçadas e meios-fios. Na região central da cidade, por onde passaram vários blocos neste Carnaval, a situação é ainda pior, com forte cheiro de urina e resíduo orgânico.

R7
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