sábado, 22 de março de 2014

Com notícia de queda de pontos de Dilma em pesquisa eleitoral, Bolsa operou em alta


Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
O mercado financeiro viveu nos dois últimos dias a primeira experiência efetiva de um ano de eleições. Influenciada por boatos de que a presidente Dilma Rousseff teria perdido pontos na pesquisa de intenção de voto que seria divulgada pelo Ibope, a Bovespa ganhou fôlego e passou a operar em alta. Com o aumento de 1,53% de ontem, foi a melhor semana da bolsa neste ano, graças à valorização das estatais. O Banco do Brasil e a Eletrobras tiveram alta de mais de 10% em dois dias e a Petrobras, de 7,8%. A possível derrota de Dilma é bem-vista pelo mercado, que a considera intervencionista.

Os rumores, porém, não se confirmaram. A pesquisa divulgada no fim da tarde de ontem mostrou que Dilma mantém em março os mesmos 43% de novembro na preferência dos eleitores. Se a eleição fosse hoje, ela seria reeleita em primeiro turno e o adversário mais próximo, Aécio Neves, teria 15% do votos, um ponto acima do nível de novembro.

O movimento da bolsa indica que está aberta a temporada de maior variação nos índices do mercado, típica dos meses que antecedem eleições. Levantamento da Mauá Sekular mostra que, em anos eleitorais, a volatilidade de ativos como dólar, risco país e Ibovespa fica mais intensa entre março e abril, período em que o quadro eleitoral se desenha mais claramente. Pelo padrão histórico, a partir do início do terceiro trimestre a volatilidade diminui, o que não significa, necessariamente, uma reação nos preços dos ativos. O economista-chefe da Mauá Sekular, Alessandro Del Drago, acredita que o padrão vai se repetir neste ano.

Lucinda Pinto, Téo Takar e Aline Cury Zampieri
Valor Econômico via Resenha Eletrônica
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