quinta-feira, 24 de julho de 2014

Campanha de Dilma vai tentar estabelecer diálogo com evangélicos


Imagem: Roberto Stuckert/ PR
A campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff passará a ter ações voltadas especificamente para buscar maior interlocução com o público evangélico.

A decisão foi tomada na noite de terça-feira (22) em reunião de Dilma no Palácio da Alvorada com presidentes de partidos aliados e confirmada nesta quarta pelo vice-presidente da República, Michel Temer, que também é o presidente nacional do PMDB.

"É uma comunidade eleitoralmente muito vigorosa. Ontem [terça], até tratou-se um pouco desse assunto, e vai haver uma interlocução com a comunidade evangélica, naturalmente com aqueles evangélicos que estão na nossa campanha", disse Temer.

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A decisão foi tomada após alguns presidentes terem alertado a presidente sobre uma possível rejeição de evangélicos ao governo em relação a temas considerados polêmicos por alas religiosas, como o aborto.

Dilma se reuniu no Alvorada com presidentes de oito partidos aliados, entre os quais Rui Falcão (PT), Michel Temer (PMDB), Ciro Nogueira (PP) e Carlos Lupi (PDT), além dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais).

Segundo assessores, caberá aos presidentes do PRB, Marcos Pereira, e do PSD, Gilberto Kassab, a interlocução com o segmento evangélico, a fim de mostrar ações do governo federal.

Presidentes de partido que participaram da reunião ouvidos pelo G1 disseram que a estratégia será mostrar aos evangélicos que o governo federal não promoveu, por exemplo, alterações em leis relacionadas aos temas considerados polêmicos pelo público religioso.

Um dos participantes afirmou que a discussão em torno do assunto foi iniciada em razão de um dos presidentes apontar "falta de interlocução" entre o movimento religioso e o governo federal. Há expectativa de, na próxima semana, a presidente participar da inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo.

"Ficou decidido que criaremos na campanha uma espécie de comitê voltado para o público evangélico porque se entendeu que falta interlocução e avaliamos que a reaproximação é necessária. Alguns presidentes apontaram essa necessidade. A presidente concordou, e discutimos como serão desencadeadas as ações para a reaproximação", disse um dos presidentes.

Outro afirmou que a avaliação do grupo foi de que o governo precisa se "reaproximar" dos evangélicos, uma vez que o governo teria se afastado ao longo dos últimos anos.

"Concordamos durante a reunião que é preciso restabelecer o diálogo com o público evangélico e trazê-lo para o nosso lado. Temos um dos integrantes da campanha que é próximo ao público evangélico e temos que nos reaproximar ", avaliou ao G1 um dirigente partidário.

Filipe Matoso
G1
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