quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Citados por ex-diretor da Petrobras ganham doações de empresas suspeitas


Imagem: Reprodução / Veja
Políticos que teriam sido citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como participantes de um esquema de desvios em contratos da estatal receberam doações eleitorais de empreiteiras também suspeitas de envolvimento.

Segundo reportagem publicada pela revista "Veja" no último sábado (6), Costa afirmou, em delação premiada a procuradores federais, que políticos do PMDB, PP, PT e PSB receberam propina de empreiteiras firmaram contratos com a estatal. O montante recebido chegaria a 3% dos contratos.


Costa citou como recebedores de propina o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), a governadora da Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), os ex-governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

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Também foram citados os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI); os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti Filho (PP-SC); o ex-ministro das Cidades Mario Negromonte (PP) e o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

Entre as construtoras investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal, a UTC Engenharia, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Engevix e Galvão Engenharia fizeram doações eleitorais. A UTC teria sido citada pelo ex-diretor da Petrobras na delação premiada. 

Guilherme Balza
UOL
Editado por Folha Política
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