quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PT desqualifica candidata no RS por fazer a mesma coisa que Dilma fez, diz Ricardo Setti


Imagem: Reprodução / Veja
O colunista Ricardo Setti, da revista Veja, comenta uma estratégia da campanha petista no Rio Grande do Sul: denunciar que a candidata Ana Amélia, do PP, teve um cargo comissionado no gabinete do marido no Senado, que ela acumulava com outro emprego. 

De acordo com Setti, a conduta, realmente repreensível, não é inédita, pois foi realizada também pela própria presidente. Dilma também acumulou cargo comissionado na Assembleia Legislativa com outro emprego, ambos pagos com dinheiro público. 
Leia abaixo o texto de Ricardo Setti: 

Como ocorre em nível nacional, também nos Estados o PT está apelando para tudo a fim de manter-se no poder. No Rio Grande do Sul, os petistas estão fazendo um carnaval com a revelação, publicada pelo site Sul21, de que a candidata até o momento favorita ao Palácio Piratini, senadora Ana Amélia (PP), exerceu um cargo em comissão no gabinete do marido no Senado, em Brasília, entre os anos de 1986 e 1987. Ao mesmo tempo, acumulava, como jornalista, a função de diretora da sucursal do Grupo RBS.
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A informação foi e confirmada pela senadora. Na época, Ana Amélia atuava como secretária parlamentar no gabinete do marido, o senador biônico Otavio Omar Cardoso, falecido há três anos.
Tudo bem: assessorar o próprio marido recebendo dos cofres públicos, ainda que por um período curto (entre junho de 1986 e março de 1987) e mesmo que o fato se tenha passado há três décadas, não é a melhor recomendação do mundo para quem aspira a um governo do Estado.
Mas e se coisa muito parecida tiver sido feita por alguém que pleiteia a Presidência da República? E se esse alguém É a atual presidente da República, Dilma Rousseff?
Pois é exatamente isso que revelou o jornalista gaúcho José Luiz Prévidi, em seu blog: a presidente Dilma fez exatamente a mesma coisa, assessorando, no começo dos anos 90, a bancada do PDT na Assembleia Legislativa gaúcha, da qual fazia parte seu então marido, Carlos Franklin Araújo.
Com um detalhe: ela recebia dos cofres públicos, na Assembleia, e também dos cofres públicos como integrante dos quadros da Fundação de Economia e Estatística, entidade ligada à Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul.

Folha Política
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